A senadora paraguaia Esperanza Martinez (Participación Ciudadana) declarou nesta quinta-feira (5.nov.2026) que o presidente Santiago Peña (Partido Colorado) precisa ser preso imediatamente. A parlamentar argumenta que a medida é essencial para barrar uma possível evasão do território nacional, fazendo um paralelo com a saída do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil.
Aprovação do impeachment
A manifestação da congressista ocorreu durante uma sessão mista no Senado destinada a debater o afastamento do chefe do Executivo. No mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou o processo de impeachment contra Peña por 78 votos a favor entre os 80 parlamentares, mesmo após o governante ter apresentado sua renúncia ao cargo. Agora, caberá ao Senado definir se dá continuidade ao julgamento político ou se aceita a desistência da função.
Durante a reunião, a senadora justificou sua posição afirmando: “Que ele [Peña] seja formalmente acusado para que não saia do país e que seus bens sejam confiscados, afinal, existe o risco de acontecer o mesmo que ocorreu com Bolsonaro — que, com ajuda internacional, acabe hoje em algum lugar onde a Justiça paraguaia não consiga encontrá-lo”.
Crise institucional e paradeiro
O pedido de detenção surge em meio a um cenário de instabilidade gerado pelo colapso do Ueno Bank, apontado como a principal instituição financeira digital do país, que culminou no anúncio de renúncia do presidente.
Durante os debates no Congresso Nacional, a deputada Johanna Ortega (Pais Solidário) questionou o paradeiro de Santiago Peña, afirmando que ele estaria na Argentina. Até o momento, contudo, não há confirmação oficial ou comprovação de que o político tenha cruzado a fronteira.
O paralelo com a família Bolsonaro
A menção ao caso brasileiro ocorreu porque o senador Flávio Bolsonaro, acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas adolescentes, deixou o Brasil alegando temor de ordens judiciais do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A saída do parlamentar brasileiro aconteceu logo após o pleito presidencial de 25 de outubro de 2026, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) obtidos por Flávio. A Polícia Federal emitiu uma ordem de retenção de passaporte apenas sete minutos após a divulgação do resultado oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral, medida que foi referendada pelo magistrado do STF para impedir que o político deixasse o território nacional.








