A Polícia Civil do Paraná confirmou a prisão de dois jovens apontados como os principais suspeitos pelo assassinato do norte-americano Tamir Nadav, de 46 anos, ocorrido em Maringá, no Norte do estado. Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina Oliveira da Silva, de 18, foram capturados na noite de quarta-feira (4) na cidade de San Miguel de Tucumán, em território argentino, após uma articulação que envolveu cooperação internacional.
Operação conjunta e difusão vermelha
O sucesso da captura foi resultado do trabalho integrado entre equipes de inteligência da Polícia Civil paranaense em Curitiba e Maringá, além de agentes do Homeland Security Investigations (HSI) lotados em Brasília e Buenos Aires. Com a confirmação da localização dos suspeitos, os dados foram repassados à Polícia Federal da Argentina, que efetuou as detenções. Os investigados já figuravam na lista vermelha da Interpol, recurso global para capturar foragidos da Justiça.
O crime e a localização da vítima
O desaparecimento de Tamir Nadav foi registrado em 3 de setembro. Quinze dias depois, em 18 de setembro, o corpo foi achado dentro da casa onde ele morava, situada no bairro Jardim Novo Horizonte I, em Maringá. O cadáver estava em avançado estado de decomposição, apresentando as mãos e os pés atados com cordas e fitas adesivas. A confirmação da identidade ocorreu por meio de exames na arcada dentária conduzidos pela Polícia Científica do Paraná. A perícia técnica estimou que o óbito havia acontecido de 15 a 20 dias antes de o corpo ser encontrado.
Uso de cartões bancários e fuga
De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Civil, o casal havia morado temporariamente com a vítima e abandonado a residência justamente no dia 3 de setembro. Ao longo das apurações, os investigadores descobriram aquisições de elevado valor feitas pelos suspeitos em um centro de compras local logo no início daquele mês. Transações financeiras com o cartão bancário de Tamir Nadav também foram registradas em períodos compatíveis com a data estimada do homicídio.
Diante das provas coletadas, a Justiça decretou a prisão preventiva a pedido da 1ª Vara Criminal de Maringá. O caso segue em apuração para esclarecer todas as circunstâncias e a responsabilidade de cada um dos envolvidos no crime, enquanto o casal permanece detido na Argentina à espera dos procedimentos de extradição para o território brasileiro.








