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Copom define nova taxa selic nesta quarta-feira em meio à alta do dólar

Banco Central avalia rumos da economia brasileira na penúltima reunião do ano com o colegiado parcialmente desfalcado

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Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano para definir os rumos da Taxa Selic. Mesmo diante da recente valorização do dólar, especialistas do mercado financeiro projetam a sexta queda seguida nos juros básicos da economia nacional.

Expectativas e cenário do mercado

Atualmente fixada em 13,75% ao ano, a taxa deve sofrer uma nova retração para 13,5% ao ano, conforme apontam as projeções do boletim Focus. No entanto, o colegiado chega ao encontro com desfalques importantes, já que os mandatos dos ex-diretores de Organização do Sistema Financeiro Renato Gomes e de Política Econômica Diego Guillen expiraram no fim de 2025, sem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha enviado substitutos ao Congresso Nacional.

Pressões inflacionárias e câmbio

Além da instabilidade cambial, o cenário econômico enfrenta pressões vindas do mercado de petróleo, do aumento dos gastos públicos e do fenômeno climático El Niño, que tende a encarecer os alimentos. A prévia oficial da inflação medida pelo IPCA-15 desacelerou para 0,32% em outubro, mas o acumulado em 12 meses subiu para 4,62%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O papel da taxa básica de juros

A taxa Selic atua como o principal mecanismo do Banco Central para controlar a inflação, influenciando diretamente o custo do crédito e o consumo em todo o país. Enquanto taxas elevadas encarecem os empréstimos e esfriam a economia para conter os preços, cortes nos juros estimulam a produção e barateiam o financiamento, embora exijam cautela para evitar o descontrole inflacionário.

Metas contínuas e próximos passos

Desde janeiro de 2025, o país opera sob o sistema de meta contínua, que estabelece o centro da inflação em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, variando de 1,5% a 4,5%. A divulgação oficial da decisão do Copom ocorrerá no início da noite desta quarta-feira, definindo o patamar dos juros para o encerramento do ano.

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