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Ciberataque eleva temperatura de geladeiras em redes de supermercados na Europa

Incidente ocorre semanas após invasão na França que danificou alimentos e provocou princípios de incêndio.

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Novo ataque hacker faz geladeiras esquentarem em supermercados na Europa

Estabelecimentos comerciais de diferentes nações europeias enfrentaram falhas técnicas em seus refrigeradores nesta segunda-feira (02), acendendo um novo alerta para a segurança de dispositivos conectados à rede mundial de computadores.

Países afetados pela invasão cibernética

Na Bélgica, unidades das redes Spar, vinculadas ao Grupo Colruyt, e cerca de 15 lojas do Carrefour sofreram interferências. O problema também atingiu dezenas de filiais da Ahold Delhaize em território belga e em Luxemburgo, enquanto na Suécia as marcas ICA e Coop relataram ocorrências análogas.

Um porta-voz do Grupo Colruyt informou que os sistemas de refrigeração das unidades foram atacados.

A porta-voz Sarah De Meester informou que a rede Delhaize tinha detectado um aumento de temperatura em seus sistemas de refrigeração.

Modus operandi dos invasores

O aquecimento indesejado dos aparelhos ocorre aproximadamente trinta dias após uma invasão cibernética de grande proporção paralisar centenas de lojas franqueadas na França. Naquela ocasião, as autoridades policiais constataram que criminosos virtuais tomaram o controle térmico e elevaram os marcadores para até 50ºC, gerando combustão e o descarte de mantimentos.

O CEO da Sabcobel, Stephan Moelans, disse que houve um ataque cibernético. E que os evaporadores foram acionados no modo degelo, o que esquentou os equipamentos.

Vulnerabilidade na infraestrutura digital

O avanço da tecnologia nas operações comerciais integrou alarmes, câmeras de vigilância, aquecedores e refrigeradores à internet para facilitar a gestão remota, criando brechas exploradas por criminosos.

Em outubro, a Ahold Delhaize comunicou à polícia holandesa um incidente de segurança cibernética após notar atividades suspeitas em sua infraestrutura.

Até o fechamento desta reportagem, nenhuma organização assumiu a autoria das invasões e as autoridades locais continuam investigando a origem das brechas digitais.

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