A Polícia Federal (PF) confirmou que abriu investigações para apurar como ocorreu a saída do senador Flávio Bolsonaro do território nacional. A corporação analisa os passos do parlamentar após ele ignorar uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia sua saída do Brasil e exigia a entrega de seus passaportes diplomático e pessoal.
Detalhes da travessia e alerta migratório
De acordo com os levantamentos da PF, o político atravessou a fronteira em direção à Argentina na terça-feira (27). De lá, ele embarcou com a esposa e as duas filhas em uma aeronave particular com destino final nos Estados Unidos. A corporação destacou que não há registros oficiais de passagem do senador por nenhum posto de controle migratório oficial do país durante o trajeto.
Após a emissão da ordem judicial, os documentos de viagem do parlamentar foram cancelados pelo órgão policial, que também incluiu um alerta no sistema Sonar, plataforma utilizada para o monitoramento de fronteiras.
Origem das medidas cautelares no STF
As restrições impostas pelo magistrado do STF foram solicitadas pela própria polícia logo após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). A petição inicial pedia a apreensão de documentos, a proibição de deixar o território nacional e o impedimento de contato com outros investigados na Petição nº 16877/DF.
O inquérito em questão investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas, além de conexões com o advogado Willer Tomaz. Tanto o senador quanto o representante legal negam veementemente qualquer irregularidade nas acusações apuradas pela justiça.
Posicionamento oficial da corporação
Em nota oficial divulgada sobre o caso, a corporação afirma que atua nos limites da lei e que “a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”.
A determinação de restrição de saída do país foi acelerada após uma transmissão ao vivo nas redes sociais feita pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, na qual ele sugeria que o familiar deixasse o território nacional para atuar na liderança da oposição a partir do exterior caso o resultado eleitoral não fosse favorável. Eduardo atualmente reside em solo norte-americano, apesar de possuir um mandado de prisão pendente de cumprimento no Brasil por sua condenação relacionada a articulações de sanções internacionais contra autoridades do país.







