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Apple rompe tabu histórico e prepara primeiro MacBook com tela touch

A mudança de postura ocorre após anos de duras críticas da própria diretoria da gigante de Cupertino contra o recurso em computadores.

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Fim de um tabu: Apple prepara MacBook com tela touch

A gigante de Cupertino planeja revelar seus computadores portáteis com painéis sensíveis ao toque nesta quarta-feira, marcando uma grande virada estratégica da companhia pouco antes do período de festas de fim de ano.

A reviravolta em Los Angeles O evento programado para ocorrer em Los Angeles deve colocar um ponto final em um debate de longa data sobre a utilidade de displays interativos nos computadores da marca, abandonando a postura defensiva adotada pela liderança corporativa no passado.

Historicamente, a companhia rejeitava a ideia de forma veemente. Em 2010, Steve Jobs classificou telas sensíveis ao toque em notebooks como “terríveis do ponto de vista ergonômico”. Anos mais tarde, em 2012, o atual líder máximo da organização, Tim Cook, comparou a fusão dessas ferramentas à tentativa de juntar uma torradeira e uma geladeira.

Enquanto a fabricante relutava, o mercado avançava. Computadores equipados com o sistema operacional concorrente já contam com essa facilidade há mais de dez anos, acompanhando a adaptação dos usuários que nasceram utilizando smartphones e tablets.

Para o especialista Anshel Sag, analista da Moor Insights & Strategy, a postura anterior da empresa carecia de fundamento. “Acredito que eles sempre estiveram errados ao resistir ao toque, e agora a realidade está se impondo”, afirmou. “Algumas coisas são simplesmente inevitáveis.”

Especificações técnicas e foco em inteligência artificial Esta revelação ocorre na sequência de outras novidades comerciais recentes, como o telefone dobrável Duo apresentado em setembro e um centralizador residencial inteligente revelado no começo do mês.

Apesar da inovação na interface, as máquinas reformuladas devem manter a base de processamento já conhecida pelo público. De acordo com informações veiculadas pela imprensa internacional, os dispositivos touch vão empregar os processadores M5 Pro e M5 Max, componentes que já equipam edições atuais do mercado, o que indica que não haverá um salto expressivo de velocidade em relação às gerações passadas.

Manter o fôlego comercial é prioridade, visto que parte da expansão recente nas vendas de computadores da marca tem sido impulsionada por profissionais e entusiastas focados em executar tarefas de inteligência artificial de forma local.

O comentarista tecnológico Jason Calacanis ressaltou essa demanda do público recentemente: “A única coisa que as pessoas querem é mais memória e processadores melhores para modelos locais!”

A introdução do painel tátil promete alterar a experiência cotidiana dos usuários com o sistema operacional, embora ainda exista a dúvida se essa novidade será o bastante para conquistar compradores que priorizam ganhos brutos de performance.

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