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Raye fatura o Mercury Prize 2026 e supera Paul McCartney

A cantora britânica levou o troféu de álbum do ano com o seu segundo disco de estúdio em cerimônia realizada na Inglaterra.

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Raye vence o Mercury Prize 2026, superando Paul McCartney e Olivia Dean

A cantora e compositora Raye conquistou o Mercury Prize 2026 com o disco “This Music May Contain Hope”. A cerimônia da prestigiada premiação musical ocorreu na última quinta-feira, 22, na Utilita Arena, localizada em Newcastle upon Tyne, no Reino Unido.

O peso da vitória de Raye O evento tem como foco exclusivo a categoria de Álbum do Ano, celebrando produções fonográficas britânicas e irlandesas. A apresentação da noite ficou a cargo de Lauren Laverne, e cada um dos doze finalistas subiu ao palco para executar uma faixa de seu trabalho indicado. Raye escolheu cantar “I Hate the Way I Look Today“, faixa sarcástica e autodepreciativa em tom jazzístico.

Este triunfo marca a primeira vitória da artista na premiação, após já ter sido indicada em 2023 com o seu disco de estreia, “My 21st Century Blues”. Com o resultado, ela se consagra como a primeira mulher solo a erguer o troféu desde Little Simz, que venceu em 2022 com “Sometimes I Might Be an Introvert”.

Concorrentes de peso na disputa A seleção dos finalistas ficou a cargo de um júri independente liderado por Jeff Smith, profissional ligado à BBC 6 Music e à Radio 2. A artista superou concorrentes de peso, incluindo Olivia Dean com “The Art of Loving” e Paul McCartney, que recebeu sua primeira indicação ao prêmio com o seu vigésimo álbum solo, “The Boys of Dungeon Lane”.

A lista completa de finalistas ainda contou com Dave (“The Boy Who Played the Harp”), Dove Ellis (“Blizzard”), Florence + the Machine (“Everybody Scream”), Jade (“That’s Showbiz Baby!”), Knats (“A Great Day in Newcastle”), Kojey Radical (“Don’t Look Down”), Nia Archives (“Emotional Junglist”), Suede (“Antidepressants”) e o disco beneficente “Help(2)”, organizado pela instituição War Child.

O reconhecimento dos jurados O painel responsável pela escolha não economizou elogios ao trabalho vencedor, destacando publicamente os motivos que levaram à consagração da obra da artista britânica no evento.

O júri elogiou “a escala, a estrutura, a ambição e o puro charme” do álbum de Raye, observando (via Stereogum): “Raye demonstra verdadeira imaginação e amplitude ao mostrar o que um álbum pode ser, indo além de qualquer estilo ou gênero para concretizar sua visão. Os jurados concordaram que o magnífico álbum de Raye servirá como uma grande inspiração por muitos anos.”

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