A renomada atriz britânica Judi Dench anunciou que precisou encerrar sua trajetória nos palcos e nas telas devido à perda progressiva da visão. A artista, que conquistou o Oscar por sua atuação em “Shakespeare Apaixonado”, explicou que a deterioração visual a impossibilita de continuar exercendo a profissão que marcou mais de seis décadas de dedicação à arte.
O impacto da degeneração macular
Diagnosticada com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) em 2012, a veterana detalhou como a condição transformou drasticamente sua rotina. Durante uma participação no programa “Today”, a estrela conversou com a apresentadora Emma Barnett e admitiu que sua capacidade de enxergar detalhes cotidianos foi drasticamente reduzida. “Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler”, lamentou.
A perda da nitidez visual também gera situações cotidianas constrangedoras para a artista. “Eu me aproximo de muitas pessoas erradas, dou quase um abraço nelas e digo: ‘Ah, desculpe, não percebi’”, admitiu durante a entrevista. A condição também a impediu de apreciar paisagens naturais recentes, embora ela ainda consiga resgatar imagens na memória.
O apoio de amigos e a recusa à aposentadoria
Brendan O’Hea, amigo próximo da atriz, participou da conversa e destacou a resiliência dela diante das adversidades impostas pela doença. “Você não vai deixar isso te derrotar. Eu sei que isso te abate, mas você não vai permitir que isso te vença”, afirmou o colega.
Com uma trajetória marcante que inclui o papel de M em oito longas da franquia “007”, além de sucessos como “Philomena” e “Notas Sobre um Escândalo”, a artista rejeita categoricamente a ideia de pendurar as chuteiras. Em declaração recente ao jornal Times, ela descartou o encerramento oficial de sua carreira: “Você tem que lidar com pessoas perguntando: ‘Quando você vai se aposentar?’ ou ‘Não está na hora de você descansar?’ Não, definitivamente não está”, declarou.
Por fim, a veterana do cinema deixou claro que prefere banir termos associados à inatividade da sua vida e mantém o desejo de seguir produzindo até o fim. “Quero ser como Newton Blick, que morreu em seu camarim após uma apresentação. Quero ser uma daquelas mulheres que se jogam de aviões quando completam 100 anos”, concluiu.







