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Novo filme do cara de barro decepciona e mistura terror e heróis

Longa derivado do universo do Batman tenta inovar no body-horror, mas entrega resultado confuso e genérico.

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Assistir a ‘Cara-de-Barro’ é como comer massinha de modelar

A galeria de adversários do Cavaleiro das Trevas é vasta. Enquanto heróis como o Coringa e o Pinguim ganharam produções solo de prestígio, abrir espaço para antagonistas menos convencionais parecia um passo natural. Criado nos quadrinhos na década de 1940, o Cara de Barro passou por diferentes fases, desde um ator criminoso até a famosa massa disforme de barro com habilidades metamorfas.

A trajetória da produção nos cinemas O cineasta Mike Flanagan inicialmente idealizou levar o vilão para as telonas como um projeto de terror corporal. Com a aprovação do estúdio, a obra serviria para introduzir o personagem no universo live-action da DC. No entanto, com a saída de Flanagan, o roteirista Hossein Amini e o diretor James Watkins assumiram o comando do filme, que acabou chegando aos cinemas em um momento delicado para a qualidade da franquia.

A queda e a transformação de Matt Hagen A trama acompanha o astro Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um jovem ator no auge da carreira que viaja a Gotham City. Após se envolver com Theresa (Ruby Sear), namorada do chefão do crime Markos Szabo (David Dencik), Hagen sofre um ataque brutal que desfigura seu rosto e destrói sua vida.

Sem perspectivas, ele recebe a ajuda da cientista Dra. Caitlyn Corr (Naomi Ackie), que utiliza nanotecnologia para restaurar sua aparência. No entanto, o tratamento traz efeitos colaterais drásticos: regeneração avançada, instabilidade física e a deterioração mental, abrindo caminho para uma jornada de vingança.

Choque de gêneros e tom irregular O longa tenta equilibrar elementos de terror corporal no estilo de David Cronenberg com as convenções de filmes de super-heróis. Infelizmente, a execução falha em aprofundar momentos de tensão e sustos, cortando cenas importantes antes de gerarem impacto real. Referências sutis à polícia de Gotham e a outras cidades dos quadrinhos aparecem ocasionalmente, mas o roteiro transita entre o drama romântico e o horror de baixo orçamento sem encontrar uma identidade própria.

Conclusão sobre o longa No fim, a produção funciona como uma experiência isolada, mas peca por entregar uma narrativa genérica que não satisfaz nem os fãs de terror nem os entusiastas de adaptações de quadrinhos. O icônico vilão de Gotham pode se transformar em qualquer coisa, mas o filme infelizmente não atinge o resultado esperado.

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