A Polícia Civil do Paraná apura a instalação clandestina de um equipamento de gravação dentro de um sanitário feminino do Colégio Estadual Cívico-Militar Erico Verissimo, localizado no município de Cambé, no Norte do estado. O episódio provocou forte indignação e revolta entre alunos, pais e funcionários da instituição de ensino.
Como o equipamento foi localizado
O dispositivo foi encontrado por uma estudante que utilizava o espaço. A jovem percebeu um pequeno ponto de luz vermelha piscando em um ponto incomum do banheiro e, ao se aproximar para checar a origem do reflexo, identificou a microcâmera camuflada.
Imediatamente após a constatação, a aluna avisou a equipe gestora da unidade escolar, que tomou as primeiras medidas administrativas e comunicou as forças de segurança.
Perícia técnica e atuação policial
O artefato eletrônico foi apreendido pelas autoridades para passar por perícia criminal. Os peritos trabalham na extração de arquivos armazenados, na verificação de transmissões de imagens em tempo real e na busca por vestígios biológicos ou digitais que levem à identificação do autor da instalação.
O inquérito policial apura a responsabilidade pelo crime de registro não autorizado da intimidade, ato considerado grave por violar a privacidade e expor menores de idade a potenciais riscos.
Cobrança por segurança e acolhimento
A revelação mobilizou familiares de alunos, que compareceram ao colégio para exigir explicações e o reforço das medidas de vigilância nas áreas de circulação do prédio. Paralelamente às investigações policiais, a Secretaria de Estado da Educação acompanha o caso para prestar assistência à comunidade escolar e garantir que os protocolos de proteção interna sejam cumpridos com rigor.







