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Polícia Federal emite alerta urgente sobre golpe do passaporte falso no Paraná

Criminosos utilizam anúncios patrocinados e páginas clonadas para simular o portal oficial do governo federal.

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Delegacia da Polícia Federal alerta sobre golpe de passaporte em maior município do Oeste do Paraná

Moradores da região Oeste do Paraná que precisam emitir documentos de viagem devem redobrar a atenção. A unidade da Polícia Federal em Cascavel emitiu um aviso oficial alertando a população sobre a proliferação de páginas fraudulentas na internet que imitam os canais governamentais para enganar contribuintes.

Como operam os criminosos digitais

Para atrair vítimas, os estelionatários recorrem a anúncios patrocinados em mecanismos de busca. Ao clonar o visual da administração pública, esses portais usam o Brasão da República, tonalidades idênticas e endereços eletrônicos parecidos com o original para simular o serviço legítimo.

A atuação dos golpistas ocorre de duas maneiras principais. Algumas páginas se passam por agências despachantes, cobrando tarifas extras para preencher dados ou marcar horários, enquanto outras são golpes integrais, criadas unicamente para capturar valores sem fornecer nenhuma contrapartida ao cidadão.

Diferenças entre o processo real e a fraude

O principal indício de atividade criminosa é a cobrança antecipada via PIX para liberar o cadastro ou agendar atendimento. Na via institucional, o usuário preenche a solicitação no sistema e só depois emite a Guia de Recolhimento da União.

O pagamento oficial acontece exclusivamente por boleto ou por meio da plataforma PagTesouro, utilizando o QR Code gerado na própria página governamental. A corporação reforça que não cobra tarifas de agendamento e não autoriza o uso de intermediários.

Orientações para navegar com segurança

Para afastar o risco de fraudes, a recomendação é utilizar apenas o portal legítimo da instituição e evitar links impulsionados em buscadores, digitando o endereço completo diretamente no navegador.

Também é fundamental verificar os dados bancários antes de concluir qualquer transação. Nos canais oficiais, o recebedor deve ser o Ministério da Justiça ou o Tesouro Nacional, e o CNPJ precisa obrigatoriamente iniciar com 00.394.494. Atualmente, o valor padrão da taxa é de R$ 257,25, podendo variar apenas em hipóteses previstas em lei.

Procedimentos após cair no golpe

Quem realizou transferências para sites suspeitos deve acionar o banco imediatamente para pedir a ativação do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta voltada ao bloqueio e resgate de recursos em casos de fraude.

Além disso, é recomendável reunir todas as evidências, como comprovantes, capturas de tela e histórico de mensagens, e formalizar um Boletim de Ocorrência por estelionato na Polícia Civil. O Banco Central também disponibiliza canais para o registro de reclamações sobre crimes financeiros.

Em caso de dúvidas ou para repassar informações, o canal de atendimento e disque-denúncia da delegacia responsável fica disponível pelo telefone (45) 3220-6817.

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