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Robert Plant revela como morte do filho transformou o Led Zeppelin

Ex-vocalista confessa que tragédia familiar o afastou emocionalmente do grupo e revela sua nova rotina pacata no interior da Inglaterra.

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Robert Plant diz que morte do filho mudou sua relação com o Led Zeppelin

O lendário ex-vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, abriu o coração sobre como a trágica morte de seu filho Karac alterou de forma definitiva sua visão e seu envolvimento com a banda britânica de rock.

O impacto da tragédia familiar

Karac Plant faleceu em 26 de julho de 1977, aos cinco anos de idade, vítima de uma infecção gastrointestinal aguda que progrediu rapidamente. Naquele momento, o cantor cumpria agenda de shows com o disco Presence e soube da notícia devastadora durante a estrada, o que provocou o cancelamento imediato de sete apresentações que ainda restavam no itinerario.

O grupo musical seguiu na ativa após o baque, mas jamais voltou a realizar turnês em território norte-americano. Sobre o período, o músico pontuou: “Não havia mapa, nem instruções para o Led Zeppelin, e nós simplesmente continuamos.”

O distanciamento gradual da banda

Apesar do lançamento de mais dois discos de estúdio — In Through The Out Door em 1979 e Coda em 1982 —, o artista admitiu que o vínculo emocional com os colegas já havia se rompido por completo após o falecimento do garoto.

O fim definitivo do conjunto aconteceu em 1980, motivado pelo falecimento do baterista John Bonham. A respeito desse momento de sua trajetória artística, o cantor afirmou: “Eu não precisava do grupo depois de perder meu filho”.

Em entrevista concedida anteriormente à revista Rolling Stone em 2007, o astro reforçou o sentimento de urgência em priorizar os laços afetivos em detrimento da carreira musical: “Perdi meu filho”, disse na ocasião. “Eu não queria estar no Led Zeppelin. Eu queria estar com a minha família.”

A vida pacata e os projetos atuais

Atualmente, o aclamado cantor reside em Shatterford, uma pacífica vila situada em Worcestershire, na Inglaterra, onde desfruta de total anonimato e tranquilidade longe dos holofotes da indústria fonográfica.

O músico mantém projetos artísticos mais intimistas, como o projeto de regravações com a cantora Suzi Dian e o grupo Saving Grace. Recentemente, ele cumpriu uma agenda modesta de 16 apresentações nos Estados Unidos com a turnê intitulada Up the Sharp End.

Em meio a uma rotina muito mais calma e distante da intensidade das antigas turnês grandiosas da era de ouro do rock, o artista aprecia os pequenos prazeres do cotidiano na vila inglesa e resume com bom humor o anonimato que conquistou: “Sou uma espécie de figurão há tanto tempo que em Worcestershire ninguém liga”, admite. “O máximo que dizem é: ‘Tudo bem, Bob? Ainda na ativa?’ Bem, eu ganhei cinco Grammys com a Alison Krauss… ‘O que é um Grammy?’”

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