Em meio à temporada de entrevistas no Rio de Janeiro, a cantora e compositora Julia Mestre abriu o jogo sobre sua trajetória artística, a experiência de integrar o grupo Bala Desejo e o processo de criação de seus discos solo.
Da timidez aos palcos e personas artísticas
Conhecida por sua discrição fora dos holofotes, a artista revelou que a timidez sempre esteve presente em sua rotina. No entanto, o teatro e a música serviram como ferramentas fundamentais de expressão desde a juventude.
Com passagens por sonoridades que transitam entre o pop, o rock e a MPB, a musicista destacou a riqueza cultural brasileira como uma das suas principais influências na hora de compor.
O fenômeno Bala Desejo e a estética analógica
Durante o período de isolamento social, a união com Zé Ibarra, Dora Morelenbaum e Lucas Nunes deu origem ao aclamado Bala Desejo. O projeto rendeu turnês grandiosas e colocou a compositora em contato direto com a intensidade dos grandes palcos.
Além da música, o interesse pelo formato analógico e pela nostalgia reflete um comportamento recorrente na atualidade. Julia Mestre aponta que o apego ao passado e às câmeras fotográficas surge como um refúgio criativo.
Próximos passos e novos lançamentos
Olhando para o futuro, a artista já prepara o terreno para os próximos trabalhos. Com previsão de lançamento para 2027, o novo disco promete explorar sonoridades mais noturnas e indie, mantendo a essência poética que marca sua trajetória.
A fase atual consolida um momento de maturidade e experimentação, reafirmando a posição da compositora como um dos nomes de destaque da nova geração da música brasileira.







