A equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro apresentou uma proposta para estabelecer uma regra de transição de dois anos no programa Bolsa Família. O objetivo é incentivar os beneficiários a ingressarem no mercado formal de trabalho ou abrirem seus próprios negócios, garantindo o retorno automático ao benefício caso a tentativa não obtenha sucesso nesse período.
Regras atuais do programa
Atualmente, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o prazo de transição é de até um ano e meio por meio da chamada “Regra de Proteção”, aplicada quando a renda por pessoa ultrapassa R$ 218, mas se mantém abaixo de R$ 706 mensais. Nesses casos, a família recebe 50% do valor anteriormente pago.
Além disso, o modelo vigente permite que famílias desligadas voluntariamente ou por fim da proteção solicitem o “retorno garantido” em até três anos, caso voltem à situação de pobreza. Para isso, é obrigatória a atualização constante dos dados no Cadastro Único.
Repercussão política e esclarecimentos
As declarações iniciais da coordenadora econômica da campanha geraram forte repercussão e críticas de governistas, que associaram a medida a cortes em assistência social. O senador Camilo Santana criticou publicamente o anúncio.
Posteriormente, tanto Daniella Marques quanto Flávio Bolsonaro publicaram vídeos nas redes sociais para detalhar a medida e tranquilizar os beneficiários sobre a manutenção do auxílio durante o processo de transição para o mercado de trabalho.
Plano para reestruturação de dívidas
Além das diretrizes para programas sociais, a equipe econômica detalhou um plano emergencial voltado para o endividamento de famílias e empresas. A proposta prevê uma carência de seis meses para a reorganização financeira das famílias.
Para micro e pequenas empresas, o prazo estipulado para a recomposição da capacidade de pagamento seria de 12 meses. O programa econômico também aposta no controle fiscal para reduzir impostos, burocracia e juros reais no país.







