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Ilha do mel inicia cadastramento de moradores e restringe acesso de turistas

Nova lei estadual estabelece limite de 11 mil visitantes diários para preservar o patrimônio ambiental do litoral paranaense.

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Ilha do Mel muda regras de acesso e prepara controle de entrada de turistas; veja o que já está valendo

A Ilha do Mel, situada em Paranaguá, iniciou a adaptação às normativas da Lei Estadual nº 22.315, sancionada em março de 2025, que impõe um teto de 11 mil pessoas por dia no local e determina a criação de um sistema automatizado para monitorar o fluxo de veranistas e a ocupação da área.

Primeira fase foca na população local

O Instituto Água e Terra (IAT) deu início ao cadastramento inicial voltado aos residentes das comunidades de Brasília e Encantadas, com meta de abranger 1.600 cadastros até o mês de dezembro. O procedimento ocorre por meio da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim), servindo de elo entre os habitantes e órgãos como o próprio IAT, a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e a Prefeitura de Paranaguá.

Para efetivar o registro, os interessados devem se dirigir aos escritórios da Unadim em Nova Brasília ou Encantadas em dias úteis, levando CPF, e-mail válido e foto do rosto capturada na hora. O suporte remoto funciona via WhatsApp pelos números (41) 99116-0189 em Brasília e (41) 98413-4224 em Encantadas. A coordenadora da Unadim, Rhayane Radomski, pontuou que o levantamento auxiliará tanto no controle de capacidade quanto na oferta de serviços: “Hoje, nem o Estado, nem o município, tem de fato um número de quantos moradores residem aqui”, observou.

Tecnologia e monitoramento de turistas

A etapa seguinte abrangerá a identificação dos turistas, podendo coincidir com o período de verão. “Estamos em período de testes e avaliação. Dando tudo certo, avançamos para os turistas”, explicou o IAT. Os aparelhos vão gerenciar entradas e saídas, permitindo a contagem simultânea de público.

A instalação já ocorre nas duas vilas da ilha e nos portos de embarque de Paranaguá e Pontal do Sul, em Pontal do Paraná. “Justamente por isso entramos em um período de avaliação do sistema”, destacou o instituto. No futuro, planeja-se o registro prévio online e o uso de totens de autoatendimento.

Investimento milionário e indefinição de taxas

O projeto completo é viabilizado por meio de um contrato de R$ 9.962.574,81 celebrado pelo IAT com o Consórcio Ilha do Mel no final de 2025, englobando plataforma digital e infraestrutura física. Somando a operação e manutenção quinquenal de R$ 7,71 milhões, o montante total atinge R$ 17,67 milhões, com repasses de manutenção atrelados ao funcionamento efetivo do sistema.

Embora a legislação preveja cobrança de tarifas de ingresso e permanência para ajudar na manutenção e repassar verbas aos municípios, o IAT confirmou que ainda não há definição de valores ou de quando a taxa começará a ser cobrada. Questões sobre tarifas geram dúvidas, mas a gestão reforça que o tema passará por regulamentação posterior. “A gente tem frisado que essa será uma fase futura que ainda tem que ser estudada e regulamentada”, afirmou Rhayane Radomski. O cadastramento voluntário atual visa garantir a circulação livre: “Teremos equipes de apoio disponíveis, que são moradores também trabalhando nos terminais, para que ninguém tenha o seu direito de ir e vir privado ou comprometido”, concluiu.

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