Um magistrado federal dos Estados Unidos ordenou nesta segunda-feira (19) que Abdulrahman Alfozan, ex-funcionário da OpenAI, continue detido sem possibilidade de fiança. A decisão foi firmada pelo juiz Alex Tse, que apontou perigo real de evasão do réu antes do julgamento do processo criminal.
Investigação sobre grampo corporativo
O caso teve início em setembro, quando a companhia de inteligência artificial identificou um gravador clandestino escondido atrás de um televisor em uma sala de reuniões executiva na sede de São Francisco. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB. O espaço era utilizado rotineiramente para debater dados sigilosos, pesquisas avançadas e diretrizes estratégicas da organização.
Conexões internacionais e risco de fuga
Durante a sessão judicial, o magistrado rejeitou uma proposta apresentada pelo consulado saudita para quitar integralmente uma eventual fiança, classificando a movimentação como problemática. Alfozan, de 35 anos, está sob custódia desde 9 de outubro e pode pegar até cinco anos de reclusão se for considerado culpado por interceptação ilegal de áudio.
Os procuradores federais destacaram que o profissional mantinha ligações estreitas com um membro anônimo da realeza da Arábia Saudita. Conforme os autos, o investigado adquiriu uma passagem aérea de ida para Riade com data de partida para 12 de outubro, três dias após sua detenção.
Por outro lado, o defensor William Pernik argumentou contra a tese de fuga, ressaltando que seu cliente possuía uma entrevista agendada para o dia 6 de novembro com o objetivo de obter a cidadania norte-americana. As autoridades informaram ainda que a esposa e o filho do casal embarcaram para o exterior em 10 de outubro, com bilhetes custeados por um oficial militar do país árabe.
Próximos passos legais
Apesar do alerta gerado entre autoridades governamentais devido ao potencial impacto na segurança nacional, o engenheiro ainda não responde formalmente pelo crime de espionagem. O Ministério Público ressalta que as averiguações continuam em andamento e novas denúncias podem ser adicionadas aos autos. A próxima sessão no tribunal foi agendada para 6 de novembro.







