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Josh Homme explica recusa em fazer stoner rock no QOTSA

Líder da banda afirmou que temia soar como cover de Black Sabbath e defende uma identidade musical difícil de categorizar.

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Por que o Queens of the Stone Age se afastou do stoner rock, segundo Josh Homme

Mesmo tendo moldado as bases do desert rock na década de 1990 durante sua passagem marcante pelo Kyuss, Josh Homme traçou um rumo deliberadamente distinto para o Queens of the Stone Age. Ao longo da carreira do grupo, o guitarrista e vocalista fez questão de se desvencilhar de rótulos pré-fabricados e evitar caminhos sonoros previsíveis.

Aversão a repetições da fórmula do Black Sabbath

Em conversa recente divulgada no canal de Rick Beato no YouTube, o vocalista explicou o motivo de guiar a sonoridade da banda para longe da vertente que ajudou a criar. Apesar de declarar profunda admiração pelo legado construído pelos pioneiros britânicos do metal pesado, Homme observou que a cena ao redor acabou se tornando redundante.

Ao abordar essa saturação criativa no meio musical, o artista compartilhou sua perspectiva:

“Bom, acho que o mundo do stoner rock é mais baseado no som do Sabbath, e respeito isso porque amo muito o Black Sabbath. É uma daquelas bandas em que você pensa: ‘Caramba, essa música também é boa?!’. Mas acho que, às vezes, algumas bandas desse estilo soam excessivamente parecidas com eles, e eu não quero soar como a décima quinta melhor banda cover do Sabbath. Mas algumas são realmente f*das, simplesmente incríveis.”

A resistência contra etiquetas comerciais

Para o líder do conjunto californiano, as prateleiras das lojas e as classificações da indústria cumprem um papel prático para os consumidores, mas limitam a liberdade criativa de quem compõe. A intenção de sua obra sempre mirou o terreno da indefinição estilística.

O músico pontuou sua visão sobre como enxerga as divisões de mercado:

“Bom, eu sei que é um gênero nas lojas de discos, e sei que é assim porque as pessoas realmente adoram. Elas querem abarcar o estilo de forma ampla, reunir tudo e dizer: ‘Está tudo aqui’. E acho isso legal. É que, naturalmente, eu nunca quis fazer parte de algo específico; porque, (para a minha música), eu quero que alguém pergunte ‘Qual é o gênero?’ e a resposta seja: ‘… É complicado’.”

Essa busca constante por manter a musicalidade em constante transformação assegurou ao projeto uma assinatura própria no cenário internacional, distante de imitações e ancorada em sua própria versatilidade.

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