A Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Zeladoria, intensificou as orientações sobre a prevenção e o combate à esporotricose. A campanha tem como objetivo principal conscientizar os moradores sobre os sintomas, as formas de contágio e destacar que a infecção possui tratamento gratuito e tem cura.
O que é a esporotricose e como ela se propaga
Trata-se de uma zoonose provocada por um fungo encontrado na natureza, habitando solos, vegetações e palhas. Embora possa atingir seres humanos e diferentes espécies de animais, a enfermidade acomete com maior frequência os gatos. Diante do crescimento nos registros, a informação aos tutores tornou-se indispensável para cortar a cadeia de transmissão.
Os principais indícios nos animais envolvem o surgimento de lesões cutâneas semelhantes a pequenos caroços, feridas persistentes e queda de pelos ao redor das machucaduras. Nos felinos, é frequente observar secreções e ferimentos concentrados nas áreas do focinho e das patas. O contágio acontece majoritariamente pelo contato direto com as feridas de bichos doentes ou por meio de arranhões e mordidas.
Cuidados diários e prevenção
A gestão municipal ressalta que atitudes simples no cotidiano ajudam a evitar a propagação do fungo:
Manter os gatos domiciliados: Evitar que os animais tenham acesso à rua e contato com animais doentes.
Uso de equipamentos de proteção: Utilizar luvas ao cuidar de feridas ou lesões suspeitas em pets.
Higiene das mãos: Lavar bem as mãos com água e sabão após qualquer contato com animais.
Tratamento e combate ao abandono
Um dos grandes focos da iniciativa é alertar contra o abandono de animais motivado pelo receio da contaminação. Além de configurar crime ambiental, essa prática amplia a circulação do agente infeccioso na comunidade.
“O combate à esporotricose começa com informação. A esporotricose tem tratamento e cura. Abandonar o animal agrava o problema de saúde pública; o caminho correto é buscar imediatamente o atendimento veterinário e seguir as orientações. Cuidar do seu pet é cuidar da saúde de toda a cidade”, reforçam profissionais.
A médica veterinária da Secretaria do Meio Ambiente, Giovanna Nonato, lembra aos tutores que, em casos de suspeita de esporotricose nos animais “é indicado que tragam para consulta agendada no setor veterinário. Assim será avaliado para dar o diagnóstico definitivo e prescrever o tratamento”.
O que fazer em caso de suspeita
Caso o tutor identifique sintomas no pet, a recomendação é buscar atendimento veterinário especializado imediatamente e manter o animal em isolamento seguro durante o processo de recuperação. Se houver suspeita de animais abandonados com os sinais da doença, a orientação é comunicar a Secretaria de Meio Ambiente.
Para humanos que apresentem sintomas da infecção, a indicação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para iniciar a medicação adequada. Mais detalhes podem ser obtidos no portal oficial da prefeitura ou nos postos de atendimento locais.







