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Alerta máximo no Paraná: chuva extrema pode somar 700 mm até outubro

Solo encharcado e novos temporais aumentam perigo de cheias e transbordamentos em diversas cidades paranaenses.

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Grave risco de chuva extrema avança sobre o Sul do Brasil e com forte incidência no Paraná

O estado do Paraná está em forte alerta para o risco de alagamentos, inundações e cheias de rios nas próximas semanas devido a um cenário de chuva extrema que avança sobre o Sul do Brasil. De acordo com a MetSul Meteorologia, a previsão aponta que algumas cidades paranaenses podem registrar acumulados impressionantes de até 500 milímetros a 700 milímetros até o encerramento do mês de outubro, impulsionados por precipitações bastante volumosas.

Volumes históricos e impactos na agricultura

O principal motivo de preocupação é que várias regiões já acumularam entre 200 mm e 350 mm nas duas primeiras semanas do mês. Com o solo recebendo tanta água em um intervalo curto, a continuidade das tempestades agrava os impactos, principalmente em locais que já lidam com transtornos causados pelo excesso de umidade. A segunda metade de outubro deve concentrar os maiores volumes na região Sul, com 250 mm a 400 mm adicionais esperados nos próximos 15 dias.

Esse quadro extraordinário não apenas eleva o perigo de transbordamentos de rios, mas também ameaça a agricultura paranaense, uma vez que o período coincide diretamente com o plantio da safra de verão.

Cidades já registram chuvas acima da média

Os registros do início do mês ajudam a dimensionar a gravidade da situação. Em Foz do Iguaçu, no Oeste paranaense, foram contabilizados 372,4 mm entre os dias 1º e 12 de outubro, sendo que apenas na segunda-feira (12) a cidade recebeu 147,4 mm. Outros municípios do Centro, Oeste e Sudoeste também superaram a marca de 300 mm no mesmo período.

Esse alto volume elevou consideravelmente o nível do Rio Iguaçu, fazendo com que a vazão nas Cataratas do Iguaçu atingisse quase 16 milhões de litros de água por segundo na quarta-feira (14).

Influência do El Niño e situação em Santa Catarina

A MetSul aponta que o fenômeno El Niño influencia o padrão de precipitação no estado em 2026. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial altera a circulação atmosférica e faz com que a primavera concentre os maiores volumes de chuva mais ao norte da região Sul, diferenciando-se de 2023, quando o Rio Grande do Sul foi o mais afetado. Além do Paraná, áreas de Santa Catarina, como o Vale do Itajaí, também exigem atenção redobrada para a possibilidade de volumes elevados de precipitação nas próximas semanas.

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