O dólar comercial registrou alta de 1,15% nesta quinta-feira (15) e encerrou o dia negociado a R$ 5,087, impulsionado pelo clima de cautela nos mercados financeiros do país. Na ponta máxima da sessão, a divisa norte-americana chegou a atingir R$ 5,098, alcançando o maior patamar de fechamento desde o dia 2 de outubro.
Comportamento da Bolsa brasileira
O Ibovespa acompanhou o movimento de baixa e recuou 1,06%, fechando aos 204.324,26 pontos. O principal índice da nossa bolsa de valores passou grande parte da tarde oscilando na casa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na reta final do pregão, chegando a tocar a mínima de 203.110,43 pontos com um giro financeiro totalizado em R$ 27 bilhões.
Fatores locais e cenário político
A cautela dos investidores esteve fortemente ligada à repercussão do cenário eleitoral brasileiro e à expectativa em torno de possíveis anúncios de novas diretrizes fiscais pelo governo. Entre os temas que movimentaram as negociações esteve a discussão sobre a proposta de emenda à Constituição relacionada à tarifa zero nos transportes públicos durante os fins de semana e feriados.
Desempenho da moeda no exterior
Diferente do observado no ambiente interno, o dólar global perdeu força frente a uma cesta com outras seis importantes moedas estrangeiras, com o índice DXY registrando baixa de 0,53% e ficando em 102,015 pontos por volta das 17h.
Mercado internacional de petróleo
As cotações do petróleo fecharam o dia sem uma direção única, refletindo ajustes pós-alta e o monitoramento das tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Oriente Médio. O petróleo tipo Brent recuou 0,13%, encerrando cotado a US$ 105,92 o barril, ao passo que o WTI apresentou avanço de 3,03%, fechando a US$ 97,97 por barril, em um dia marcado também pela decisão de liberação de reservas estratégicas.
Apesar da valorização expressiva registrada na sessão, a moeda dos Estados Unidos ainda acumulava desvalorização de 1,70% no mês de outubro e baixa de 7,33% no acumulado do ano.







