A inteligência artificial da Meta gerou polêmica nas redes sociais após recusar comandos para criar imagens associadas a Lula, enquanto atendeu a pedidos com referências a outros políticos, como Flávio Bolsonaro.
Como funcionam os filtros de nomes na inteligência artificial
Durante testes práticos realizados com a tecnologia integrada ao WhatsApp, solicitações utilizando o termo “Lula 13” foram completamente barradas pela ferramenta. Por outro lado, pedidos baseados em “Flávio 22” resultaram na criação imediata de conteúdos visuais alusivos à campanha.
Ajustes no sistema e nomes completos
Curiosamente, enquanto a ordem contendo apenas o primeiro nome “Luiz 13” burlou o sistema e gerou figuras normalmente, o uso do nome completo de Flávio Bolsonaro foi inicialmente bloqueado pelos algoritmos de segurança da plataforma.
A companhia responsável pela tecnologia classificou o comportamento inadequado do bot como uma falha técnica interna. A empresa declarou que o problema decorreu de um erro de configuração nos filtros de nomes simples dos candidatos e que já adotou medidas corretivas.
Impacto das normas eleitorais
A disparidade no tratamento dos prompts chamou atenção do público por coincidir com o período de debates sobre o uso de tecnologia no pleito brasileiro, levantando discussões sobre o cumprimento da legislação vigente.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece diretrizes rígidas por meio de resoluções específicas para o período eleitoral, vedando expressamente que sistemas automatizados emitam opiniões, recomendem escolhas políticas ou exerçam qualquer tipo de influência a favor ou contra concorrentes aos cargos públicos.







