O deputado federal Felipe Francischini (PL), de 35 anos, foi reeleito no pleito com 106.907 votos no total, obtendo 9.295 deles nos sete municípios que compõem o Litoral do Paraná. Somente em Paranaguá, o parlamentar registrou 5.231 sufrágios, consolidando-se como o segundo candidato ao cargo mais votado na cidade, atrás de Jeffrey Chiquini (Novo), que obteve 8.235 votos no município.
Desempenho nas urnas e ligação familiar Nos demais municípios da região litorânea, o parlamentar somou 1.374 votos em Antonina, 1.084 em Pontal do Paraná, 583 em Matinhos, 553 em Guaratuba, 386 em Morretes e 84 em Guaraqueçaba. A trajetória legislativa de Francischini começou cedo, aos 22 anos, quando foi eleito deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), exercendo o mandato entre 2015 e 2019 antes de alcançar a Câmara dos Deputados.
Durante entrevista, o deputado comentou o resultado nas urnas e ressaltou sua proximidade com Paranaguá, terra natal de sua esposa, Angie Habib, com quem é casado há 14 anos.
“Eu fico feliz porque eu sou o único deputado federal com raízes aqui no Litoral do Paraná. Durante a campanha muita gente falava que eu estava usando isso como marketing político para me promover, mas não é à toa que no primeiro final de semana após a eleição é aqui que eu estou. Recebo com muita responsabilidade essa votação de quase 10 mil votos, foi uma votação histórica”, afirmou.
Cobrança por obras e investimentos em Paranaguá Para a nova legislatura, o objetivo é intensificar a presença nos municípios da costa paranaense, impulsionado pela vitória de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná. Na visão do parlamentar, a nova conjuntura administrativa pode facilitar a captação de recursos para a região.
“É a primeira vez que o Estado tem ao seu lado os três senadores da República e uma bancada federal também bastante considerável. Vamos lutar bastante para fazer os investimentos que foram prometidos, mas não foram realizados, principalmente em Paranaguá”, destacou.
Entre os pleitos prioritários estão a construção do viaduto na Avenida Roque Vernalha, a revitalização da Orla Histórica, a reforma do Mercado do Peixe e a recuperação do Instituto de Educação. O deputado também celebrou a eleição da atual vice-prefeita de Paranaguá, Fabiana Parro (Podemos), para a Alep, avaliando que a parlamentar somará forças nas demandas locais.
Atuação familiar na política e cenário da direita A respeito da forte presença de familiares no parlamento — com as eleições do pai, Fernando Francischini (PL), para a Câmara, e da mãe, Lu Bonato (Podemos), e da madrasta, Flávia Francischini (PL), para a Alep —, o deputado negou a existência de um núcleo político centralizado e enfatizou a autonomia de cada mandato.
“Eu acho que todos têm uma atuação independente, claro que o meu pai é meu pai, minha mãe é minha mãe, mas todos têm uma relação independente. Eu acredito que a política tem que ser feita em cima de pautas. Eu tenho a minha pauta, meu pai tem a dele”, ressaltou.
Sobre a mãe, pontuou: “A gente buscou não criar esse vínculo durante a campanha para justamente não ter esse negócio: ‘Ah, foi eleita por causa do filho’. Mas ela foi eleita por causa do trabalho dela”.
Diálogo e prioridades para o país Analisando o panorama da direita no Brasil desde as eleições de 2018, Francischini pondera que o campo ainda carece de uma estrutura partidária unificada, embora o PL abrigue a maioria das lideranças. Ao traçar paralelos com Flávio Bolsonaro, defendeu uma postura mais voltada à interlocução política.
“Eu sou anti-PT, nunca vou votar no PT na minha vida, discordo de tudo que eles fazem lá em Brasília, mas eu tenho uma linha mais parecida com a do Flávio. Eu sou mais do diálogo”, declarou, destacando que sua gestão à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) priorizou a tramitação de propostas plurais.
Por fim, o deputado reforçou que o foco do mandato deve residir na entrega de resultados práticos à sociedade em detrimento de embates puramente ideológicos nas redes sociais.
“Não adianta a gente ficar gritando, xingando o PT lá em Brasília, porque não vai resolver a vida do brasileiro que está no dia a dia. Nós precisamos ganhar a eleição, fazer um bom governo, aprovar as reformas econômicas, botar comida na mesa das pessoas e baixar a inflação”, concluiu.







