–:–:–
Conecte-se conosco

Projeto da UFPR ajuda a proteger territórios de comunidades caiçaras em Paranaguá

Iniciativa utiliza mapas, drones e participação dos moradores para reconhecer áreas tradicionais de oito comunidades da Baía de Paranaguá

64 visualizações

Um projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) está utilizando ciência e tecnologia para ajudar a preservar os territórios e o modo de vida de comunidades caiçaras da Baía de Paranaguá.

Chamado de “Comunidades no Mapa: lugares e identidades da Baía de Paranaguá”, o trabalho é coordenado pelo Laboratório de Geoprocessamento e Gestão Ambiental (Lageamb) da UFPR e envolve oito comunidades tradicionais do município.

A iniciativa contempla Ilha do Teixeira, Europinha, Eufrasina, Amparo, Piaçaguera, São Miguel, Ponta de Ubá e Ponta Oeste, na Ilha do Mel. Nessas localidades, a pesca artesanal representa uma das principais fontes de renda e subsistência.

O objetivo é identificar e documentar as áreas ocupadas e utilizadas pelas comunidades, contribuindo para o reconhecimento de seus direitos territoriais e para a elaboração de políticas públicas adequadas à realidade dos moradores.

Para isso, os pesquisadores utilizam drones, imagens aéreas, estudos documentais e mapas construídos com a participação dos próprios moradores, que ajudam a identificar os espaços utilizados para moradia, pesca e outras atividades tradicionais.

Segundo a pesquisadora Heloisa Maldonado, o mapeamento é importante para evitar que territórios historicamente ocupados sejam classificados como áreas vazias ou destinados a outras atividades sem o reconhecimento das comunidades.

O projeto também busca fortalecer a participação dos moradores em decisões que possam afetar seus territórios, incluindo processos de licenciamento ambiental, conforme os direitos previstos na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os resultados poderão auxiliar órgãos públicos, como a Prefeitura de Paranaguá, o Instituto Água e Terra (IAT), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), no planejamento e na gestão dessas áreas.

A iniciativa ganha destaque na semana do Dia da Ciência e Tecnologia, celebrado em 16 de outubro, ao demonstrar como ferramentas tecnológicas e conhecimentos tradicionais podem contribuir para a preservação das comunidades caiçaras do Litoral do Paraná.

Fonte: Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Mais em Paranaguá

Ver tudo →