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Lula atribui à pressão social recuo do PL sobre a escala 6×1

Anúncio ocorreu no Palácio do Planalto durante evento voltado a microempreendedores individuais a dias do segundo turno.

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Lula diz que pressão popular levou PL a mudar posição sobre escala 6 X 1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (13.out.2026) que o Palácio do Planalto manterá ações que impulsionem a direita, contanto que tragam benefícios reais para a sociedade. Em pronunciamento oficial, o chefe do Executivo conectou o engajamento da população diretamente à recente alteração de postura do PL acerca da proposta de extinção da jornada de trabalho de 6 dias de labor por 1 de descanso.

“Se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, declarou Lula.

Repercussão sobre a jornada de trabalho A manifestação presidencial sobre a legenda de oposição ocorreu após o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) sinalizar, no mesmo dia, voto favorável à PEC que extingue o regime 6 X 1. Anteriormente, o parlamentar havia rotulado a iniciativa como uma manobra com fins eleitorais.

Diante do cenário político e das reivindicações das ruas, o presidente pontuou a importância de o poder público se manter atento às vozes da cidadania, especialmente no contexto das disputas nas urnas. “Nós não queremos ser surdos, nós queremos ouvir o barulho”, declarou.

Pacote de auxílio aos microempreendedores O discurso foi proferido em solenidade para divulgar um conjunto de iniciativas destinadas a MEIs (microempreendedores individuais), a apenas 12 dias da realização do segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 25 de outubro.

O eixo central das medidas apresentadas consiste em um projeto para o perdão de R$ 12,6 bilhões em débitos tributários federais, medida que tem potencial para alcançar cerca de 3,6 milhões de trabalhadores autônomos, dependendo ainda do aval do Poder Legislativo.

Novas facilidades de crédito e financiamento A estratégia governamental contempla igualmente a aquisição de passivos bancários através do programa Desenrola 3.0, além da organização de um subsídio de até R$ 5 mil voltado a aportes financeiros nos empreendimentos. A gestão federal também resgatou a discussão sobre a elevação do limite máximo de receita bruta anual para a categoria, matéria que já tramita no parlamento.

Ao longo de sua intervenção, o mandatário enfatizou a necessidade de desburocratizar o crédito para estimular a expansão dos empreendimentos de menor porte no país. “Ninguém quer ser MEI a vida inteira. As pessoas querem crescer”, afirmou.

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