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Flávio Bolsonaro incentiva eleitores a correr riscos em redes sociais

Apelo por engajamento digital ocorre em meio a reviravolta judicial envolvendo canal do adversário no WhatsApp

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Flávio pede que eleitores corram mais riscos nas redes sociais

Apenas a treze dias do segundo turno da eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou seus eleitores a assumirem maiores riscos no ambiente digital, ignorando o temor de penalidades em seus perfis na internet.

Apelo por engajamento na reta final

Durante uma transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira (12.out.2026), o parlamentar direcionou seu discurso à base de simpatizantes, reforçando a necessidade de ampliar a divulgação de materiais de campanha.

“Eu sei que você fica preocupado às vezes de postar sua opinião aqui nas redes sociais, de ser bloqueado, de ser banido, mas a gente tem que correr esse risco”, afirmou.

Além de postagens próprias, a orientação incluiu o compartilhamento massivo de transmissões e o envio de materiais informativos para grupos de conversas instantâneas. O candidato também recomendou o diálogo direto com eleitores indecisos, com aqueles que optaram por outras legendas na primeira etapa do pleito e com quem se absteve de votar.

“Não tem eleição ganha”, disse.

Para potencializar o alcance das propostas, o senador cobrou maior participação de governadores, parlamentares, influenciadores digitais e artistas simpatizantes da direita na mobilização por votos.

Disputa jurídica e o canal de Janones

A mobilização digital ocorre simultaneamente a um embate nos tribunais a respeito do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, gerenciado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para organizar os partidários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No domingo anterior (11.out), o comando do Tribunal Superior Eleitoral passou por divergências temporárias. Inicialmente, o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da chapa de Flávio para suspender o canal. Pouco depois, contudo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão provisoriamente, permitindo a continuidade das postagens até um julgamento definitivo pelo plenário.

Um relatório elaborado pela área técnica do TSE e publicado nesta segunda-feira apontou que as postagens analisadas entre os dias 2 e 11 de outubro não continham as irregularidades apontadas pela acusação. Contudo, o órgão esclareceu que a checagem não abrangeu materiais de setembro nem a totalidade de áudios e vídeos, ressaltando ainda que a exclusão de mensagens dificultou a apuração completa do histórico do grupo.

Em resposta ao documento, a representação jurídica do candidato do PL contestou as conclusões e assegurou possuir registros salvos de conteúdos que teriam sido apagados. Do outro lado, Janones defende que a ferramenta digital cumpre apenas o papel de organizar os apoiadores governistas.

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