O Festival do Rio concluiu a sua 28ª edição no dia 11 de outubro de um domingo, consagrando o filme A Margem do Rio como o grande vitorioso da noite ao faturar o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção na principal categoria da mostra Première Brasil.
Destaques da premiação principal
A obra vencedora marca a estreia na direção de longas-metragens de Enock Carvalho e Matheus Farias. Ambientada em Recife, a história acompanha o protagonista Izaquiel, interpretado por Caíque Copque (Mapas), que trabalha como auxiliar de serviços gerais em uma igreja evangélica e aproveita os momentos livres para procurar encontros com outros homens nos mangues da região.
Durante essas saídas, o personagem se envolve com o pescador Jeremias, papel de Ítalo Martins (O Agente Secreto). Enquanto a relação amorosa se intensifica, o enredo aborda a instrumentalização da fé contra a diversidade e a liberdade sexual, ao mesmo tempo em que uma onda crescente de violência passa a rondar as vidas daqueles que habitam as margens do rio.
Reconhecimento no Prêmio Felix e demais categorias
Além da conquista máxima do evento cinematográfico carioca, a produção também se destacou ao vencer o Prêmio Felix de Melhor Filme Brasileiro, voltado a produções com temáticas LGBTQIAPN+.
Abaixo estão os principais vencedores da mostra Première Brasil:
Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha
Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves
Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas
Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas
Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON
Melhor Atriz (ex aequo): Isabel Teixeira, por Diário do Fogo; e Grace Passô, por A Professora de Francês
Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês
Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio
Melhor Roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
Melhor Montagem (ex aequo): Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez; e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira
Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio
Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso por Funk
Melhor Figurino: Samy Sill por LONDON
Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura por A Margem do Rio
Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês
Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
Melhor Longa-Metragem Documentário (Voto popular): Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo
Melhor Longa-Metragem Ficção (Voto popular): Vicentina pede Desculpas, de Gabriel Martins
Outros troféus entregues no festival
O Prêmio Felix também premiou Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid, como Melhor Filme Internacional, e Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld, como Melhor Documentário, além do Prêmio Especial do Júri para Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr e Luiz Ulian, e menção honrosa para Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah.
O Prêmio Suzy Capó – Personalidade do Ano foi concedido a Rita Von Hunty/Guilherme Terreri. Já a mostra Expectativa premiou Maria Vitória, de Mário Patrocínio, pelo voto do público, enquanto a Première Latina consagrou Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.
O evento encerrou sua programação celebrando a diversidade de narrativas e o vigor da produção audiovisual brasileira e internacional exibida ao longo dos dias de exibição na capital fluminense.







