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Antonina define posse de novo prefeito interino após cassações

Yuri Yoriaki Osaki assume o comando do Executivo municipal nesta sexta-feira em cerimônia oficial na Câmara de Vereadores.

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Após cassação de prefeita e vice, Antonina terá posse de novo chefe do Executivo nesta sexta (9)

A Câmara Municipal de Antonina agendou para esta sexta-feira (9), às 15h, a solenidade que colocará o presidente do Legislativo, Yuri Yoriaki Osaki (União), no cargo de prefeito interino. A medida ocorre em decorrência da cassação dos mandatos da prefeita Rozane Maristela Benedetti Osaki (PSD) e do vice-prefeito Diogo Alves Machado (PL), decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24 de setembro.

Cumprimento de ordem judicial O acatamento da sentença foi oficializado por meio de um ofício enviado ao Parlamento local pelo juiz Jonathan Cheong na última quarta-feira (7), exigindo tramitação imediata. Apesar de o comunicado ser direcionado a Yuri, o edital de convocação do evento foi assinado pelo vice-presidente da Casa, Valmir José de Godoi (PL), publicado na quinta-feira (8).

O vereador explicou ao JB Litoral que cabe a ele conduzir a cerimônia, seguindo os procedimentos definidos pelo departamento jurídico da Casa.

“Essa prerrogativa cabe a mim, porque sou eu quem vai empossá-lo. A Justiça Eleitoral determina que essa formalidade seja cumprida, e o jurídico da Câmara preparou os procedimentos necessários”, explicou.

O evento oficial acontecerá na sede do Legislativo, situada na Rua Valle Porto, nº 15, no Centro. O comando temporário de Yuri seguirá até que ocorram novas eleições suplementares, cujo calendário ainda não foi divulgado.

Reconfiguração na política local Com a transição de Yuri Osaki para a prefeitura, Valmir Godoi assumirá o comando da mesa diretora da Câmara Municipal. A cadeira deixada em aberto no Legislativo será preenchida pelo suplente Hélio de Freitas Castro (União), conhecido como Hélio da Pesca, que obteve 318 votos no pleito de 2024 e já passou pela Casa em legislaturas anteriores, como nos períodos de 2008 e 2020.

Durante a entrevista, Godoi demonstrou preocupação com os impactos da mudança no comando da Prefeitura, especialmente sobre a continuidade de projetos e investimentos no município.

“Isso não é bom para nenhum município. É uma mudança que pode afetar muitos investimentos e projetos em andamento na cidade. Algumas iniciativas podem ficar paradas”, avaliou.

Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao cargo máximo do Executivo no futuro pleito, o vereador manteve cautela.

“Ainda não sei. Isso vai depender do partido e das conversas com os colegas. Não paramos para discutir essa possibilidade”, declarou.

Origens da decisão judicial A queda da chapa encabeçada por Rozane Osaki e Diogo Machado foi decidida pela Corte superior por maioria de votos, seguindo o entendimento do relator Floriano de Azevedo Marques, com divergência parcial da ministra Estela Aranha. Além disso, o ex-prefeito José Paulo Vieira Azim (PSD), o Zé Paulo, tornou-se inelegível, mantendo-se a penalidade financeira de 50 mil Ufirs — cerca de R$ 53.205 — aplicada tanto a ele quanto à ex-prefeita.

O imbróglio jurídico teve origem na implementação do programa Tarifa Zero no transporte público local, efetivada em junho de 2024, na gestão de Zé Paulo. A gratuidade total eliminou a cobrança anterior de R$ 5, mas o Ministério Público Eleitoral apontou irregularidade por ter sido implementada em período eleitoral.

Após reviravoltas nas instâncias locais e no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que inicialmente haviam abrandado as penas, o TSE acolheu o recurso ministerial e restabeleceu as cassações, encerrando o imbrógilho com a comunicação oficial enviada à administração municipal em 7 de outubro.

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