–:–:–
Conecte-se conosco

Idosa perde r$ 2 milhões em golpe no paraná e polícia prende 15

Investigação aponta esquema sofisticado de falsos advogados com ramificações e bloqueio de bens no estado do Ceará.

39 visualizações
Idosa perde R$ 2 milhões em golpe do falso advogado no Paraná e desencadeia operação que levou à prisão de 15 pessoas no Ceará

Uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (8) resultou na prisão de 15 pessoas suspeitas de integrar uma rede criminosa especializada em estelionato, responsável por causar um prejuízo superior a R$ 2 milhões a uma idosa residente no Paraná. Os mandados foram cumpridos no estado do Ceará, após investigações apontarem que o grupo utilizava dados obtidos em processos judiciais para enganar as vítimas.

Como funcionava a fraude cibernética De acordo com as autoridades, os criminosos monitoravam ações na Justiça para coletar informações pessoais e processuais. Em seguida, entravam em contato com os alvos por meio de aplicativos de mensagens, utilizando nomes e logotipos de escritórios de advocacia reais para conferir aparência de legitimidade ao esquema.

O delegado Emmanoel David, da Polícia Civil do Paraná, explicou o modus operandi da quadrilha: “Eles forjam documentos judiciais, afirmando que a sentença foi favorável, que pode ser feito o pagamento já no valor da demanda específica, só que tem que ser pago um alvará para levantar esse dinheiro e as vítimas acabam fazendo pagamentos. Nesse caso, a vítima fez pagamentos de R$ 2 milhões”.

Operação policial e bloqueio de contas A ofensiva policial cumpriu 15 mandados de prisão temporária e 17 ordens de busca e apreensão em áreas urbanas de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio, todas no Ceará. Além das capturas, a Justiça determinou o congelamento de mais de R$ 2 milhões nas contas bancárias vinculadas aos investigados.

Esquema de lavagem de dinheiro e múltiplos crimes Segundo a corporação, a idosa paranaense não foi a única afetada pela organização criminosa, que coleciona centenas de vítimas em território nacional aplicando fraudes eletrônicas e golpes de leilões falsos. “É uma fábrica de aplicar golpes”, definiu David.

Para ocultar os rastros financeiros, os valores depositados pelas vítimas passavam por um complexo sistema de ocultação de capitais antes de serem sacados ou utilizados pelos criminosos.

“Eles têm um esquema bem grande de lavagem de dinheiro, porque eles fazem transferências geralmente via PIX para uma conta e, posteriormente, essa conta aí ela é pulverizada em várias outras contas PIX”, contou o delegado.

A apuração detalhou que a estrutura contava com 11 beneficiários primários, responsáveis por receber o montante inicial transferido pela vítima, além de quatro beneficiários secundários que absorviam os recursos repassados sucessivamente.

Mais em Paraná

Ver tudo →