–:–:–
Conecte-se conosco

investimento inteligente em saúde pode salvar 739 mil vidas no Brasil até 2050

Pesquisa internacional aponta que cada dólar aplicado em intervenções eficientes pode gerar retorno de mais de dois reais para a economia.

41 visualizações
Melhor investimento em saúde pode evitar 739 mil mortes no Brasil

O direcionamento estratégico de verbas para o setor da saúde no território brasileiro tem o potencial de evitar 739 mil óbitos prematuros e adicionar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto até o ano de 2050. Os dados fazem parte do recorte nacional do levantamento global “A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes”, desenvolvido pelo McKinsey Health Institute’s.

Metodologia e abrangência do estudo

Para alcançar tais projeções, a análise avaliou cerca de 300 intervenções médicas e preventivas fundamentadas em comprovação científica e alta custo-efetividade. As estratégias cobrem 90 enfermidades e 27 fatores de risco, concentrando-se em 85% dos principais problemas que afetam a população mundial, englobando desde métodos profiláticos individuais e coletivos até abordagens terapêuticas avançadas.

Retorno econômico e ganho de longevidade

No contexto brasileiro, a pesquisa calcula que as medidas sugeridas podem ampliar a expectativa de vida em cinco anos, alcançando a marca de 85 anos. Destes, a população viveria em média 76 anos com plena saúde, superando em nove anos o cenário atual. O levantamento demonstra que a cada um dólar investido em práticas eficientes de saúde, a expectativa é de que US$ 2,1 sejam injetados no PIB nacional.

Ações preventivas e políticas fiscais

Quase 60% do impacto positivo no país provém de iniciativas de prevenção, muitas delas executadas fora das unidades médicas. Medidas tributárias sobre produtos nocivos lideram o potencial de transformação, seguidas por cuidados cardiovasculares e combate à obesidade. No campo dos tratamentos, o foco principal recai sobre o suporte adequado contra o câncer e a ampliação do acesso a medicamentos psiquiátricos.

panorama na América Latina

Regionalmente, os países latino-latino-americanos aplicam apenas 3,7% de seus PIBs em saúde, montante inferior ao observado em nações desenvolvidas. O relatório enfatiza que o envelhecimento populacional acelerado, aliado a índices elevados de obesidade e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, exige uma reformulação imediata na alocação de recursos para evitar um rombo econômico decorrente do déficit de saúde pública.

Mais em Saúde

Ver tudo →