O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu uma gafe nesta terça-feira (6.out.2026) ao errar o nome do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, chamando-o de “Orlando” durante um comício de campanha em Brasília.
Gafe em transmissão ao vivo
O equívoco ocorreu no quartel-general da campanha presidencial, situado na região nobre do Lago Sul. O chefe do Executivo federal estava fisicamente ao lado de Grass no momento em que se equivocou com a identidade do aliado político, com o episódio sendo integralmente veiculado pelas plataformas digitais.
Durante o mesmo discurso, o mandatário abordou a corrida eleitoral brasiliense e declarou que o postulante ao Palácio do Buriti possuía “informações importantes sobre o BRB” para expor no decorrer da segunda etapa do pleito. Contudo, o político não especificou quais seriam esses elementos informativos e nem estipulou prazos para eventuais revelações públicas.
Cenário da disputa eleitoral
Na corrida pelo comando do Executivo local, Grass enfrenta a atual governadora Celina Leão (PP). No primeiro turno da votação, efetuado em 4 de outubro, a candidata progressista alcançou 49,93% dos sufrágios válidos, ao passo que o representante petista registrou 34,47%.
O pleito definitivo está agendado para o dia 25 de outubro. A estratégia da chapa do PT envolve buscar novas alianças com os partidos derrotados na fase inicial e atrair o eleitorado dos demais concorrentes, além de intensificar os ataques políticos explorando a crise financeira envolvendo o Banco de Brasília.
O caso do Banco de Brasília
A instituição financeira estatal passou a ocupar o centro do debate político candango em virtude da tentativa de aquisição do Banco Master. No primeiro trimestre de 2025, a diretoria do banco público aprovou a compra de 58% das ações do Master, contudo, o Banco Central vetou o negócio em setembro do mesmo ano, culminando na liquidação da instituição privada em novembro.
Investigações baseadas em mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que o antigo proprietário do Master, Daniel Vorcaro, teria indicado a participação da governadora nas tratativas — época em que ela exercia o cargo de vice-governadora na gestão de Ibaneis Rocha (MDB). A defesa da chefe do Executivo distrital nega veementemente tal envolvimento.







