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EFT brasileiro EWZ sobe 2% no pré-mercado com liderança de Flávio Bolsonaro

O resultado surpreendeu as pesquisas eleitorais e provocou forte valorização de ADRs de gigantes nacionais como Petrobras e Vale no exterior.

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ETF brasileiro EWZ salta 2% após Flávio Bolsonaro terminar 1º turno à frente de Lula

O principal ETF brasileiro negociado no mercado norte-americano, o EWZ, registrou alta expressiva de 2,83% no pré-market desta segunda-feira (5), alcançando US$ 38,19. O movimento ocorre em resposta direta ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, onde o senador ⁠Flávio Bolsonaro terminou na liderança.

Desempenho surpreende urnas e impulsiona ADRs

Contariando os levantamentos divulgados na reta final da campanha, que indicavam a dianteira de Lula, Flávio conquistou cerca de 47% dos votos válidos. Seu oponente obteve aproximadamente 45%, e ambos disputarão o segundo turno no final de outubro. Com a surpresa nas urnas, as principais empresas brasileiras com negociação internacional dispararam.

Os ADRs da Petrobras saltaram 9,93%, enquanto os papéis da Vale registraram ganhos de 6,10%. No setor financeiro, o Itaú avançou 11,47% e o Bradesco destacou-se com alta de 12,20%. O índice MSCI Brazil, replicado pelo fundo, é composto majoritariamente por ações financeiras (39,1%), além de energia (17,3%) e materiais (14,4%).

Expectativas do mercado financeiro

Especialistas apontam que o desempenho acima do esperado do candidato da direita renovou o otimismo dos investidores em relação à agenda econômica. Para Pedro Galdi, analista de investimentos da AGF Investments, o resultado eleitoral aumenta as expectativas por mudanças e reformas entre os investidores. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que o mercado busca uma trajetória fiscal mais sustentável e espera valorização dos ativos brasileiros e do real frente ao dólar.

O comportamento passado serve de parâmetro para a atual reação. No pleito de 2022, quando Jair Bolsonaro também superou as projeções iniciais no primeiro turno, o Ibovespa subiu 5,5% e a moeda norte-americana recuou mais de 4% no pregão seguinte.

Seguindo a mesma linha, Ivo Chermont, economista-chefe da Quantitas, projetou um cenário de forte otimização para os ativos locais. Segundo ele, os investidores podem promover uma forte valorização das ações, queda do dólar e fechamento das taxas de juros nominais e reais. Chermont estimou, à Reuters, uma possível alta de 4% a 6% para as ações e queda de 2% a 4% para o dólar. Complementando o panorama, Bryan Harris, sócio-gerente da Sabio, avaliou que o desempenho de Flávio no primeiro turno pode reforçar, no curto prazo, a confiança dos investidores nos mercados brasileiros.

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