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Homem que matou companheira segurando filha no colo é preso no PR

Prisão do foragido ocorreu neste sábado após investigadores descobrirem que o título de eleitor dele estava cancelado

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Homem suspeito de matar companheira a facadas enquanto ela segurava filha de 6 anos no colo é preso no Paraná

O homem investigado pelo assassinato de Thais Fernanda da Silva Lopatiuk foi capturado na manhã deste sábado (3). O crime aconteceu em Francisco Beltrão, município localizado no sudoeste paranaense, no último domingo (27).

Entenda como o título cancelado viabilizou a captura Conforme esclarecido pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), a prisão de Daniel de Mattos só pôde ser efetuada neste sábado porque o documento de votação dele se encontra cancelado. Com isso, o suspeito perdeu a imunidade temporária garantida aos votantes durante o período de eleições.

A legislação brasileira determina que eleitores regulares não podem ser detidos a partir de cinco dias antes até 48 horas após o encerramento do pleito, com exceções para casos de flagrante, crimes inafiançáveis ou violação de salvo-conduto. Como a situação eleitoral do suspeito estava irregular, essa proteção legal deixou de valer, permitindo a execução da ordem de prisão.

Dinâmica do feminicídio e fuga De acordo com os relatos repassados aos investigadores, a vítima foi atingida por golpes de faca enquanto abrigava a filha de seis anos em seus braços. A menina saiu ilesa da agressão e atualmente encontra-se sob os cuidados de parentes.

Após desferir os golpes, o agressor fugiu a pé em direção a uma ponte sobre o Rio Santa Rosa, abandonando a arma utilizada na ação. Imagens capturadas por sistemas de segurança registraram o momento da fuga do suspeito. A arma branca foi localizada e recolhida pelas autoridades policiais.

Socorro médico e investigações Thais recebeu atendimento de emergência do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e foi levada em condição crítica para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi oficialmente catalogado pela Polícia Militar (PM) como feminicídio, e a Polícia Civil segue conduzindo as apurações para esclarecer todos os fatos.

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