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Melhores ações internacionais para investir antes do primeiro turno

Especialistas recomendam ativos dolarizados para proteger o patrimônio contra a volatilidade política e o risco cambial no Brasil.

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Às vésperas do primeiro turno e com pesquisas apontando uma disputa acirrada, analistas de mercado recomendam que os investidores mantenham uma fatia do patrimônio protegida no exterior. Em cenários de estresse político, o real costuma perder força frente ao dólar, o que ajuda a amortecer eventuais quedas na bolsa brasileira e na renda fixa local. Para quem prefere investir sem abrir conta fora do país, os BDRs negociados na B3 funcionam como uma alternativa prática.

As principais escolhas das corretoras

Com base em relatórios de sete instituições financeiras, grandes nomes da tecnologia e do setor energético lideram as preferências de outubro. Alphabet, Amazon, Exxon Mobil e Micron dividem o topo do ranking com quatro indicações cada, enquanto empresas como J.P. Morgan e Eli Lilly também se destacam na lista das mais recomendadas.

A alocação sugerida varia conforme o perfil de risco do investidor. Perfis conservadores podem destinar de 15% a 20% do capital para ativos dolarizados, enquanto os moderados devem mirar ao menos 30%. Já os arrojados têm recomendação de manter entre 30% e 50% expostos ao câmbio internacional.

Cenário macroeconômico global

No ambiente externo, o Federal Reserve elevou os juros em setembro para o patamar entre 3,75% e 4% ao ano. Esse movimento levou gestores a priorizarem empresas com balanços sólidos e forte geração de caixa.

Entre as companhias mais citadas, a Alphabet se destaca pela dominância nas buscas e avanço do Google Cloud. A Amazon ganha força com a expansão da AWS na computação em nuvem. Já a Exxon Mobil atua como instrumento de proteção contra a inflação e incertezas geopolíticas, beneficiada por margens de refino elevadas.

Destaques em tecnologia e saúde

A Micron mantém forte ligação com o ciclo de inteligência artificial, impulsionada pela alta na demanda por memórias avançadas. No setor farmacêutico, a Eli Lilly ganha espaço graças ao sucesso de seus tratamentos para diabetes e obesidade, sustentados pelo crescimento robusto da receita trimestral.

Completando o grupo das principais recomendações, a Nvidia continua como a principal fornecedora de infraestrutura para IA generativa. A Microsoft avança com a integração de inteligência artificial em seus softwares, enquanto o J.P. Morgan lidera a preferência no setor financeiro pela alta rentabilidade. Por fim, a Apple retorna ao ranking impulsionada por seu ecossistema integrado e expansão no segmento de serviços.

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