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Mulher descobre doença autoimune após achar que pé inchado era cansaço

Sintomas como boca seca e dores nas articulações evoluíram ao longo de um ano de espera pelo atendimento médico especializado

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Mulher se incomoda com pé inchado e recebe diagnóstico inesperado: “Achei que era falta de movimento” Foto: Arquivo Pessoal; Unsplash; Femme Spirit

Um simples inchaço nos membros inferiores, inicialmente ignorado durante uma viagem de férias à França, escondeu por um ano o diagnóstico de uma condição autoimune severa em uma moradora do Reino Unido.

O início dos sintomas durante a viagem

Durante um passeio de trem pela Europa, Sheeraz Henderson, de 53 anos, percebeu que seu pé havia aumentado de volume. Acreditando que o problema fosse apenas uma consequência do tempo prolongado na mesma posição, ela optou por substituir seus calçados tradicionais por sandálias mais arejadas. “Eu achei se isso não seria por falta de movimento“, declarou a paciente em depoimento a um portal estrangeiro.

Como o quadro persistiu mesmo após o retorno para casa, a britânica buscou auxílio médico duas semanas mais tarde, já lidando com um incômodo contínuo na região.

Evolução das dores e longa espera médica

Os primeiros exames laboratoriais apontaram taxas anormais de inflamação no organismo, motivando o encaminhamento para um especialista. Contudo, devido à alta demanda no sistema de saúde, ela enfrentou uma fila de espera de doze meses até conseguir passar por uma consulta com um reumatologista.

Nesse intervalo, o quadro clínico se agravou consideravelmente. Além das dores que se espalharam para as pernas, o quadril e a mandíbula, a mulher passou a lidar com ressecamento na pele, boca seca, voz rouca, enfraquecimento capilar e um quadro severo de fadiga que limitava sua rotina.

O diagnóstico e a síndrome de Sjögren

Após o longo período de angústia, o atendimento especializado finalmente revelou que ela sofria da síndrome de Sjögren. Conforme orientações da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), trata-se de uma enfermidade autoimune na qual o próprio organismo ataca as glândulas responsáveis pela produção de saliva e lágrimas.

A patologia atinge majoritariamente mulheres com mais de 50 anos e manifesta sinais que vão desde o ressecamento de mucosas até dores articulares intensas e comprometimento sistêmico de órgãos vitais em situações extremas.

Embora a condição não apresente cura definitiva, as abordagens terapêuticas atuais auxiliam na administração dos sintomas. Hoje, após relatar sua jornada de superação e desgaste físico, a paciente reforça a importância de investigar qualquer sinal incomum junto a profissionais de saúde.

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