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Papa Leão pede coragem à Igreja em visita histórica à França

Pontífice cumpre agenda em Lourdes e deve se encontrar com vítimas de violência sexual cometida por membros do clero.

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Sem citar escândalos, Papa diz que Igreja deve ter a coragem de encarar seu passado

O papa Leão exortou a ⁠Igreja Católica neste domingo a reconhecer suas próprias falhas e a sanar as “feridas profundas” ⁠infligidas em suas fileiras, poucas horas antes de se reunir com vítimas de abusos cometidos por padres na ‌França. Falando a uma multidão reunida perto do santuário de Lourdes, o pontífice destacou a importância de enfrentar os erros do passado.

Encontro histórico em Lourdes A visita de quatro dias à França ocorre após o líder católico atrair multidões em Paris, onde também discursou sobre os rumos da inteligência artificial. A expectativa dos líderes religiosos locais é de que a passagem do pontífice ajude a recuperar a imagem da instituição, severamente abalada por denúncias de violência contra menores nas últimas décadas.

“Para curar as feridas profundas, as infidelidades e os erros dolorosos que ocorreram dentro (da Igreja), devemos humildemente nos colocar sob o olhar purificador do Senhor”, disse o primeiro papa norte-americano a cerca de 150 mil pessoas reunidas no campo em um dia ensolarado.

Diálogo com bispos e ceticismo de sobreviventes Em uma reunião a portas fechadas com os bispos franceses, o papa abordou diretamente o problema e agradeceu aos religiosos pelas medidas tomadas para enfrentar a crise, reforçando a necessidade de vigilância constante. Mais tarde, ele teria um encontro reservado com sete sobreviventes de abusos.

“Estou bastante cética quanto à possibilidade de o papa resolver a questão, pelo menos não imediatamente”, disse à Reuters Michèle Le Reun-Gaigné, copresidente de uma ‌associação de sobreviventes no oeste da França. “As coisas estão avançando muito lentamente. Isso ​não vai acontecer da noite para o dia.”

Polêmicas e debate sobre a vida A passagem por Lourdes também foi marcada por medidas visíveis em relação a controvérsias recentes, como a cobertura de mosaicos de um padre acusado de crimes sexuais. Além disso, o pontífice reiterou a defesa intransigente da vida ao conversar com voluntários do santuário.

“Isso significa cuidar de uma pessoa que sofre, não eliminá-la”, disse o papa. “A medicina nunca deve se tornar serva da morte programada!”

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