Cobrança na Assembleia Geral da ONU
O vice-presidente da China, Han Zheng, utilizou seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas neste sábado (26.set.2026) para exigir o encerramento do bloqueio contra Cuba e o respeito à soberania das nações do Golfo. Embora não tenha mencionado Washington pelo nome, o direcionamento das críticas foi evidente para a nação que impõe as penalidades econômicas à ilha caribenha.
“A China insta o país em questão a cessar imediatamente o uso da força ou a ameaça de seu uso contra Cuba, bem como a levantar, imediata e totalmente, o bloqueio e as sanções impostos à ilha”, declarou Han.
Apelo por regras internacionais e Oriente Médio
O posicionamento oficial chinês veio na sequência da viagem do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, realizada entre quarta-feira (23.set) e sexta-feira (25.set). Durante sua fala, Han cobrou que as nações de maior influência econômica e militar respeitem rigorosamente o direito internacional e os princípios da Carta da ONU.
“Os principais países devem ter responsabilidades especiais na salvaguarda da paz e da segurança internacionais e devem assumir a liderança no cumprimento das regras, na defesa do Estado de Direito e na prática do que é certo”, afirmou.
No que diz respeito ao cenário geopolítico do Oriente Médio, o representante chinês enfatizou a necessidade de estabilidade nas rotas comerciais globais e a preservação da integridade territorial dos governos locais.
“A China defende que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo os da região do Golfo, sejam respeitadas. As cadeias industriais e de suprimentos internacionais devem permanecer estáveis e desimpedidas, e o comércio global deve ser protegido”, declarou.
Tensões envolvendo Cuba e Irã
A situação na ilha caribenha tem se deteriorado desde janeiro de 2026, período em que o governo norte-americano endureceu as restrições ao envio de petróleo, gerando uma grave crise no sistema elétrico local. No mesmo dia da intervenção chinesa, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou perante a ONU que o país “estará sempre aberta ao diálogo” com os norte-americanos.
Em paralelo, as negociações envolvendo o Irã também geram atritos diplomáticos. Um diplomata dos Estados Unidos revelou que, durante a passagem de Xi por território norte-americano, o presidente Donald Trump alertou o líder chinês contra qualquer tipo de assistência ao governo iraniano, recebendo garantias de que tal apoio não ocorreria. No mesmo dia, Trump recusou uma oferta do Irã para normalizar o tráfego no estreito de Ormuz em um prazo de sete dias.
O encerramento da agenda diplomática de Xi Jinping em Washington foi marcado por declarações de que os entendimentos bilaterais avançaram em diversos setores, resultando em novos canais de comunicação voltados ao comércio e à inteligência artificial.








