O espólio de Chadwick Boseman, icônico protagonista de Pantera Negra, tornou-se o centro de um embate judicial acirrado entre sua viúva e seus familiares. A disputa envolve acusações mútuas, controle de bens e o acesso a documentos médicos do artista, que faleceu em agosto de 2020, aos 43 anos, em decorrência de um câncer de cólon.
O conflito pela gestão dos bens
Taylor Simone Ledward, viúva do ator, posicionou-se publicamente contra a tentativa dos irmãos do artista, Derrick e Kevin Boseman, de destituí-la da administração dos bens deixados pelo famoso. A defesa de Simone classificou a investida jurídica como uma manobra de relações públicas destinada a manchar sua reputação.
Documentos revelados apontam que o descontentamento familiar surgiu poucas semanas após o falecimento do ator. Os irmãos acionaram a Justiça para que Jason Rubin assumisse o posto de inventariante. Em sua defesa, Simone argumentou que sempre exerceu suas funções adequadamente e destacou repasses financeiros realizados aos pais do artista, Carolyn e Leroy Boseman.
Acusações e divergências sobre o espólio
A viúva declarou ter investido cerca de US$ 300 mil de recursos próprios para amparar os filhos de Derrick, atendendo ao que seriam os desejos do marido em vida. Além disso, ela contestou a indicação de Jason Rubin ao citar a existência de alegações graves contra o advogado em outras disputas judiciais.
Correspondências trocadas desde 2020 revelam que a família cobrava acesso irrestrito aos dispositivos eletrônicos, contas bancárias e prontuários médicos de Chadwick. Na época, os representantes dos irmãos justificaram que a medida buscava cumprir a verdadeira vontade do artista quanto à divisão do patrimônio.
Questionamentos sobre o tratamento e os opioides
As tensões se intensificaram em agosto de 2021, quando os familiares voltaram a pressionar a viúva em busca de registros médicos e esclarecimentos sobre o falecimento do protagonista da Marvel. Os parentes relataram que tentaram realizar uma autópsia e demonstraram preocupação com os resultados obtidos após o procedimento realizado em setembro de 2020.
A correspondência enviada pela família destacou a presença de hidromorfona, um opioide de alta potência, no organismo do artista, classificando a concentração da substância como motivo de alerta. Os irmãos também investigavam a possível existência de gravações deixadas por Boseman com diretrizes testamentárias sobre a distribuição de seus bens residuais.
A equipe jurídica de Simone rebateu o teor e o timing das cobranças feitas pela família, criticando a insistência em retomar o assunto justamente no período que antecedia o primeiro aniversário de morte do astro de Hollywood.








