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Protestos na Europa contra data centers de inteligência artificial mobilizam cidades

Manifestantes vão às ruas em Dublin, Helsinque e outras regiões para contestar o consumo excessivo de energia e o avanço dessas estruturas.

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Reação contra a IA se espalha pela Europa com protestos contra data centers

Manifestações contra a instalação de data centers tomaram diversos países da Europa neste sábado (7), impulsionadas por temores relacionados ao impacto ambiental e social dessas grandes estruturas tecnológicas.

Dimensão dos atos e mobilização internacional Cerca de 2 mil pessoas marcharam em Dublin, na Irlanda, de acordo com informações da emissora RTE. Simultaneamente, Helsinque, na Finlândia, reuniu aproximadamente 1,3 pessoas em protesto, com atos adicionais registrados em municípios menores do país finlandês, conforme reportado pela televisão YLE.

A articulação dos atos envolveu campanhas desde a Escócia até a Espanha, passando por França e Dinamarca. A coalizão Stop Dirty Data Centres declarou publicamente que pretende “interromper a expansão desenfreada dos data centers de IA e impedir que nossa democracia seja feita refém dos interesses das grandes empresas de tecnologia”.

O grupo também defende uma moratória para paralisar novas obras “até que nós, cidadãos, decidamos democraticamente o que é necessário para garantir que a IA e os data centers atendam às pessoas e ao planeta, e não à ganância privada”.

Confrontos e o caso holandês A onda de mobilizações deste sábado ocorreu logo após um protesto realizado na sexta-feira em Amsterdã. Na ocasião, centenas de cidadãos entraram em confronto com a polícia em frente a uma unidade da Microsoft Corp., resultando em uma prisão.

Pressão sobre energia e recursos locais O ritmo acelerado de construções globais é impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial. As comunidades locais expressam forte preocupação com a alta demanda por eletricidade, o encarecimento das tarifas energéticas e a escassez de benefícios econômicos diretos para a população.

Na Irlanda, que se consolidou como um dos principais polos tecnológicos da Europa devido à presença de gigantes como Microsoft, Amazon e o Google, a situação energética chama atenção. Dados oficiais apontam que essas instalações consumiram 23% de toda a eletricidade do país em 2025.

Investimentos e resistência na Finlândia Em Helsinque, os manifestantes caminharam até a sede do Parlamento e os escritórios do Google. A gigante de tecnologia anunciou recentemente um aporte de € 13 bilhões na Finlândia, o maior da empresa no continente. Contudo, a população local tem demonstrado resistência após revelações de que o Google realizou intervenções em áreas florestais antes da conclusão de avaliações de impacto ambiental. Atualmente, a construtora é investigada criminalmente, enquanto o governo prepara novas leis para conter o avanço do setor.

Panorama global de resistência à tecnologia O descontentamento europeu reflete um cenário semelhante ao observado nos Estados Unidos, onde a proliferação dessas centrais de servidores ganhou destaque nas eleições de meio de mandato, com eleitores elegendo candidatos comprometidos em barrar novas obras.

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