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Modelo do SUS na COP31 vai mostrar resposta climática do Brasil

Governo federal levará investimentos de R$ 9,8 bilhões no AdaptaSUS e ações emergenciais para evento internacional na Turquia.

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Modelo do SUS de resposta às mudanças climáticas será levado à COP31

O Sistema Único de Saúde (SUS) terá seu modelo de resposta aos impactos ambientais apresentado na Turquia, durante a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31). O encontro ocorrerá na cidade de Antália, entre os dias 9 e 20 de novembro, revelando as adaptações estruturais realizadas no Brasil.

Investimentos bilionários e infraestrutura resiliente

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o país exibirá as mudanças promovidas para tornar as unidades de atendimento espaços de acolhimento resilientes. Entre as iniciativas estão aportes de R$ 9,8 bilhões no programa AdaptaSUS até 2035. Esse montante viabiliza a construção de 2.795 unidades básicas de saúde resilientes, a entrega de 4.056 novas ambulâncias do SAMU, a instalação de 783 soluções de água potável em Terras Indígenas e a implantação de 20,8 mil cisternas no semiárido do Nordeste e Sudeste.

“A crise climática é, sobretudo, uma crise de saúde pública. O tema da saúde, certamente, é o tema mais sensível, que pode ser o mais mobilizador para a sociedade como um todo agir sobre as ações necessárias para evitar as mudanças climáticas e também adaptar os sistemas de saúde”, diz o ministro.

Atuação emergencial e descentralizada

Os resultados da Força Nacional do SUS, criada em 2011, também serão destacados como um modelo de resposta rápida para reforço dos equipamentos de saúde. Nos últimos quatro anos, 25 estados receberam 2.423 profissionais em 86.918 atendimentos distribuídos por 104 missões. A maior delas ocorreu no Rio Grande do Sul devido às enchentes de 2024, mobilizando 763 profissionais que realizaram 29.019 atendimentos.

Para descentralizar o apoio, foram criadas cinco novas bases da Força Nacional do SUS no Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Porto Velho e Porto Alegre, somando-se à unidade do Centro-Oeste. Até o final do ano, Recife, Fortaleza, Campo Grande e Belém também receberão bases operacionais.

Monitoramento preventivo e cooperação global

Outro destaque será a criação dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), voltados para o monitoramento da qualidade do ar e da água, variações de temperatura e eventos extremos, antecipando riscos e vulnerabilidades.

“O El Niño no Brasil tem diferentes impactos regionais, por exemplo, e compreender isso é fundamental para a preparação. para a resposta a ele”, diz.

Na agenda internacional, o Brasil atuará no Grupo Baku, coalizão climática que reúne as últimas presidências das COPs, além de promover o Plano de Ação em Saúde de Belém, lançado na COP30 e já endossado por 40 países e 50 organizações.

Financiamento internacional

O governo brasileiro pretende avançar nas discussões sobre recursos de empresas e agências internacionais para o Plano de Ação em Saúde de Belém. Na COP30, foram anunciados US$ 300 milhões para projetos de melhoria na atenção à saúde de populações vulneráveis, com propostas brasileiras já inscritas por universidades e organizações sociais.

“A expectativa agora é que nessa COP31 vai ter uma mesa, da qual eu vou participar, na qual será apresentado os programas que foram aprovados para serem financiado com esse valor de 300 milhões de dólares”, diz.

Novos aportes são aguardados em Antália, juntamente com a entrega de um documento orientativo para auxiliar na captação de recursos junto a bancos de fomento globais.

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