A forte volatilidade na Bolsa após o segundo turno das eleições empurrou diversos ativos para regiões de suporte estratégico, gerando expectativas sobre possíveis repiques técnicos. Na última terça-feira (3), o Ibovespa fechou em queda de 1,42%, atingindo 165.528 pontos em sua sexta sessão consecutiva de baixa, o menor patamar desde janeiro, bem abaixo do topo superado no início de outubro, quando ultrapassou os 209 mil pontos.
Oportunidades em meio à retração
Diante desse cenário de perdas generalizadas, o analista técnico da XP Investimentos, Gilberto Coelho, o Giba, aponta que papéis como Klabin (KLBN11) e Yduqs (YDUQ3) apresentam configurações gráficas que podem favorecer movimentos de recuperação no curto prazo. Simultaneamente, os fundos de índice BOVA11 e SMAL11 servem como termômetros importantes para mensurar a intensidade da pressão vendedora ou uma eventual inflexão do mercado.
Além da busca por pontos de entrada para compra, investidores também avaliam operações vendidas para lucrar com a desvalorização. Contudo, o analista adverte que o excesso de baixas consecutivas elevou o risco de repiques, tornando mais complexa a seleção de ativos para essa modalidade.
Perspectivas para Klabin e Yduqs
As ações da Klabin (KLBN11) recuaram de patamares acima de R$ 19 para a faixa de R$ 16,80. Esse movimento empurrou o Índice de Força Relativa (IFR) para o território de sobrevenda, condição que agora começa a dar sinais de reversão e abre espaço para uma reação técnica em direção aos R$ 18 e R$ 18,30. Para que esse cenário se sustente, o papel precisa respeitar o limite de invalidação fixado na perda dos R$ 16,79.
No setor educacional, a Yduqs (YDUQ3) viu sua cotação despencar de R$ 14,85 para a região de R$ 9, encontrando forte defesa compradora em torno do suporte de R$ 8,26. Com o IFR também saindo da sobrevenda, a superação do patamar de R$ 9,01 pode impulsionar o ativo rumo aos R$ 10,50 e, posteriormente, até R$ 12.
Comportamento dos ETFs BOVA11 e SMAL11
Os fundos negociados em bolsa continuam no radar para estratégias de proteção ou alocação direcional. O BOVA11, que espelha o Ibovespa, caminha sob risco de novos recuos até os suportes de R$ 157 e R$ 137, embora um fechamento acima de R$ 166,40 possa acionar um sinal de alta em direção aos R$ 178.
Por sua vez, o SMAL11, focado em empresas de menor capitalização, transita próximo de R$ 91,50. Se a tendência de baixa persistir, o fundo poderá buscar os suportes de R$ 83,30 e R$ 64,50. Em contrapartida, a superação de R$ 93,40 acionaria alvos altistas em R$ 98,80 e R$ 113,50.
Tendência do ibovespa e volume de negócios
O principal índice acionário brasileiro segue operando abaixo das médias móveis de 21 e 200 dias, reforçando a configuração de baixa. Caso perca a marca dos 165.000 pontos, o indicador poderá descer até os patamares de 157.000 e 140.000 pontos.
Apesar do viés desfavorável, um fator atrai a atenção dos analistas gráficos: a retração no volume de negociação das últimas sessões, o que costuma anteceder tréguas no fluxo vendedor. “O volume está diminuindo o que pode indicar uma pausa nas quedas em breve”, afirma Giba.








