A fabricante de veículos elétricos e híbridos BYD registrou um salto expressivo no mercado brasileiro em outubro de 2026, alcançando 24.114 emplacamentos. O desempenho representa um crescimento de 137,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, período que marcou a abertura da linha de montagem da empresa em Camaçari, na Bahia. Com esse avanço, a fatia da marca no mercado nacional saltou de 4,2% para 9,7%.
Considerando o acumulado entre janeiro e outubro, a companhia comercializou 193.227 automóveis, registrando alta superior a 120% frente aos dez primeiros meses de 2025, conforme dados divulgados pela própria fabricante na segunda-feira (2 de novembro de 2026).
Desempenho no varejo e vendas diretas
No recorte por modalidade, as comercializações voltadas ao consumidor final somaram 14.487 unidades em outubro, garantindo à marca 12,7% do setor e a segunda colocação geral no ranking brasileiro.
Paralelamente, as vendas diretas dispararam cerca de 600%, totalizando 9.627 emplacamentos e posicionando a montadora na quinta posição desse segmento específico.
Destaques de vendas por modelo
O modelo de entrada Dolphin Mini destacou-se como o automóvel mais comercializado do país no varejo durante o mês de outubro, registrando 5.841 unidades emplacadas.
Outro destaque da marca foi o sedã King, que garantiu a liderança de sua categoria no varejo pelo segundo mês consecutivo, alcançando 1.343 unidades vendidas e uma fatia de 32,2% no mercado de sedãs.
Expansão industrial na Bahia
O forte ritmo de vendas caminha lado a lado com a consolidação da planta fabril instalada no território baiano. Doze meses após o início das atividades oficiais, o complexo industrial localizado em Camaçari superou a marca de 150 mil automóveis fabricados, além de gerar mais de 9.500 postos de trabalho diretos, de acordo com informações oficiais da empresa.
Projeções futuras e declaração da diretoria
De acordo com o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, a companhia traçou a meta de alcançar a liderança absoluta do setor automotivo brasileiro até o final desta década, em 2030, mantendo os investimentos na expansão da capacidade produtiva na Bahia.
“Muita gente duvidou da força da BYD e da nossa capacidade de disputar espaço com as fabricantes mais tradicionais do Brasil. Hoje, os resultados mostram que estávamos certos ao acreditar no potencial desse mercado e investir no país. É especialmente simbólico alcançar esses números justamente em outubro, quando completamos 1 ano de operação da nossa fábrica em Camaçari”, afirma Alexandre Baldy.








