Supermercados de diferentes nações europeias enfrentaram um ataque cibernético na última segunda-feira (02/11). Geladeiras e freezers conectados à internet começaram a superaquecer na Bélgica, em Luxemburgo, na Suécia e na Estônia. Em certas ocorrências, a temperatura foi modificada de forma remota para 50° C, resultando na perda total dos mantimentos.
Investigação oficial na Suécia Conforme a agência Reuters, diversas lojas espalhadas pelos territórios afetados registraram falhas idênticas nos equipamentos. O Centro Nacional de Cibersegurança da Suécia apura os episódios. Segundo o diretor John Billow, há um número considerável de dispositivos de tecnologia operacional expostos no país, o que reforça a necessidade de atualizações e correções de segurança.
O gerente de um dos supermercados afetados em Estocolmo afirmou que os alimentos “estão destruídos”. A invasão cibernética teria ocorrido por volta das 22h do dia anterior (01/11), mas o estrago só foi descoberto no dia seguinte.
Precedente francês e histórico de falhas Cerca de um mês antes, ocorrências semelhantes atingiram redes de supermercados na França. Naquela ocasião, criminosos virtuais tomaram o controle de sistemas de refrigeração e elevaram as temperaturas até 50° C, gerando incêndios e prejuízos com a perda de comida. Até o momento, as autoridades locais não identificaram os autores.
Problemas com geladeiras inteligentes Os episódios rememoram outro caso ocorrido em setembro na Coreia do Sul, quando consumidores apontaram falhas em geladeiras inteligentes da linha Bespoke AI 4-Door, fabricadas pela Samsung. Uma atualização de software enviada por equívoco paralisou a refrigeração de alguns aparelhos, estragando os mantimentos guardados.
Diante do problema, a fabricante suspendeu o envio do pacote e trocou as placas-mãe das unidades atingidas. A empresa pediu desculpas pelo transtorno e orientou os proprietários dos aparelhos afetados a agendar uma visita técnica, onde os técnicos poderiam substituir a placa-mãe dos equipamentos.
Contudo, ao contrário das ações maliciosas observadas no continente europeu, tal falha não teve relação com invasores, decorrendo exclusivamente de um erro durante o procedimento de atualização do sistema.








