–:–:–
Conecte-se conosco

Ronnie Wood brilha em show solo histórico e intimista em São Paulo

Guitarrista dos Rolling Stones apresentou repertório de seis décadas de carreira acompanhado da Ammo Band na capital paulista.

42 visualizações
Ronnie Wood repassa sua gloriosa história no rock para ‘fiéis’ em SP

O público que lotou o Espaço Unimed, na capital paulista, protagonizou momentos de pura devoção ao entoar coros festivos para celebrar a passagem do icônico guitarrista britânico pelo país. A forte conexão entre o artista e os fãs brasileiros resiste ao tempo e se manteve firme mesmo em sua única apresentação na cidade, onde esbanjou vitalidade aos 79 anos de idade.

H2 A celebração de seis décadas de estrada

Conhecido mundialmente por integrar os Rolling Stones, o músico raramente realiza turnês solo, limitando esses projetos aos períodos em que sua banda principal está inativa. O espetáculo em solo nacional foi estruturado com base na antologia Fearless: The Ronnie Wood Anthology 1965-2025, propondo uma imersão abrangente por aproximadamente 60 anos de trajetória artística em pouco mais de duas horas de performance.

H3 Uma banda formada por velhos amigos e grandes talentos

Para esta empreitada, o veterano montou a Ammo Band, reunindo parceiros de longas datas e novos nomes de destaque. Entre eles estão o baixista Willie Weeks e o baterista Andy Newmark, que gravaram o primeiro disco solo do artista em 1974. Sobre a reunião com os instrumentistas históricos, o músico confessou: “Não sabia nem se estavam vivos”. O time ainda contou com Johnny Lee Schell, Andy Wallace, a violinista Mera Royle, além das potentes vozes de Chanel Haynes e Imelda May.

H2 Dinâmica vocal e o protagonismo do blues

Apesar da presença de vocalistas formidáveis, o próprio guitarrista assumiu o microfone na maior parte das músicas. Embora sua voz exiba um timbre esganiçado semelhante ao de Keith Richards, o carisma do veterano compensou qualquer restrição técnica, destacando-se principalmente nos momentos em que desfilou solos marcados pela essência do blues.

O repertório passeou por quatro faixas dos Rolling Stones, três clássicos do Faces e uma seleção cuidadosa de covers que incluíram referências ao reggae, rocksteady e soul music. O gênero que serviu como ponto de convergência para toda a apresentação foi indiscutivelmente o blues, costurando com coesão uma lista de faixas aparentemente desconectadas.

H3 Público reduzido e clima aconchegante

Apesar da baixa adesão inicial em termos de bilheteria, o que obrigou a organização a reorganizar o layout do Espaço Unimed com mesas e cadeiras para ocupar os espaços vazios, a atmosfera foi de privilégio para os presentes. Resta agora saber se a performance marcante na capital paulista renderá o registro de um álbum ao vivo, conforme sugerido pelo próprio artista em ocasiões anteriores.

Mais em Entretenimento

Ver tudo →