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Brasil já elege maioria da Câmara com voto distrital informal

Levantamento mostra que 308 deputados federais concentram ao menos metade de suas bases eleitorais em apenas dez cidades.

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308 deputados foram eleitos em 2026 num sistema informal de voto distrital

Dados oficiais revelam que 308 dos 513 deputados federais eleitos para a próxima legislatura conquistaram ao menos 50% de seus votos em apenas 10 cidades, configurando um cenário de voto distrital informal no país.

H2 Concentração de votos nas eleições O levantamento aponta que a concentração é ainda mais intensa em recortes específicos. Exatamente 33 parlamentares receberam mais de 90% de sua votação nos 10 municípios onde obtiveram melhor desempenho, enquanto outros 102 registraram índices entre 70% e 89,9%.

H3 Articulação para mudanças na Constituição O debate ganha força com a movimentação de siglas de médio e pequeno porte para apoiar uma proposta de emenda à Constituição que institui oficialmente o voto distrital e proporcional misto. O plano prevê dividir as 513 vagas da Câmara entre disputas distritais e listas pré-ordenadas por partidos.

O modelo é visto como uma estratégia para conter o crescimento de grandes legendas, como o PL e o PT, que formaram as maiores bancadas na última eleição com 121 e 70 deputados federais, respectivamente.

H2 Diferenças regionais e distorções Atualmente, o sistema proporcional permite que todo o eleitorado vote em candidatos de qualquer partido no Estado, formato que impulsionou o crescimento das principais siglas partidárias. No Rio de Janeiro, todos os 46 deputados atingiram mais da metade dos votos em até 10 municípios, comparado a 47 dos 70 em São Paulo e 19 dos 53 em Minas Gerais.

A proposta em tramitação, contudo, mantém desproporcionalidades históricas na representação dos Estados, resultando em disparidades gritantes no peso político de cada eleitor. Um parlamentar eleito por São Paulo representará cerca de nove vezes mais eleitores do que um colega escolhido em Roraima.

H2 Impacto no número de cadeiras Além de ignorar a proporção demográfica, a mudança no sistema pode ampliar o total de assentos na Casa Baixa. Com a necessidade de ajustar Estados com número ímpar de cadeiras, como Alagoas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul, o total de deputados federais saltaria de 513 para 520.

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