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Por que Seedorf mudou a função de Matheus Bidu no Corinthians

Técnico holandês avançou o lateral para a ponta para poupar seu físico e estancar falhas defensivas na reta final do Brasileirão.

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Das dores à solidez defensiva: entenda por que Seedorf mudou Bidu de posição no Corinthians

O lateral-esquerdo Matheus Bidu passou por uma reformulação tática no Corinthians sob a batuta do técnico Clarence Seedorf. A mudança ocorreu por causa da oscilação coletiva da equipe e das limitações físicas que o atleta enfrenta no dia a dia do CT.

Problemas físicos limitam desempenho O atleta tem lidado com dores crônicas no púbis, um problema que o afastou de partidas e sessões de treinamento ao longo dos últimos meses. Esse incômodo reduziu tanto o rendimento físico quanto o potencial técnico do jogador em campo.

A vulnerabilidade no setor esquerdo Internamente, desde os tempos da comissão técnica de Fernando Diniz, já existia a percepção de que Bidu falhava na recomposição defensiva, cenário agravado pelas suas condições físicas atuais.

Além disso, a cobertura pelo setor esquerdo era feita pelo zagueiro Gustavo Henrique, considerado um defensor de menor velocidade, o que tornava a retaguarda alvinegra vulnerável aos ataques dos adversários.

A solução tática de Seedorf Para corrigir essas fragilidades, o comandante holandês optou por escalar Fabrizio Angileri na lateral esquerda nas partidas contra Vitória e Vasco, garantindo maior solidez ao sistema defensivo.

Enquanto Bidu foi acionado no segundo tempo diante do Vitória atuando em uma linha mais avançada, ele iniciou como titular jogando na ponta no duelo frente ao Vasco.

Para a comissão técnica, essa função mais adiantada poupa o atleta do desgaste excessivo de ter que percorrer longas distâncias para cumprir obrigações defensivas e ofensivas simultaneamente.

— O Bidu, quando eu cheguei, estava em uma situação crítica fisicamente. Fizemos uma gestão para o primeiro jogo, por isso ele não começou. Para mim, é um jogador muito importante, o grupo sabe que ele tem muito a dar. Colocando outro jogador atrás dele, isso é um desgaste a menos para ele, para fazer ida e volta. Ele pode concentrar mais na parte ofensiva, que ele tem muito a dar para o time.

— Foi muito bem contra o Vasco, mas não conseguiu fazer 90 minutos, porque a gente tem que ter cuidado, porque a gente conhece as situações de cada jogador aqui — justificou o treinador em entrevista coletiva realizada na Neo Química Arena.

Próximos passos no Campeonato Brasileiro A tendência é que o jogador seja mantido nessa faixa mais avançada do campo no confronto diante do Mirassol, marcado para esta sexta-feira, às 20h (de Brasília), na Neo Química Arena, válido pela 33ª rodada do torneio nacional.

Atualmente na 18ª colocação da tabela com 33 pontos somados, o clube paulista busca desesperadamente encerrar uma sequência negativa de dez jogos sem triunfos, período que acumula nove reveses e apenas uma igualdade.

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