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Mini-índice (WINZ26): balanço da Vale e fiscal podem ampliar volatilidade

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Mini-índice (WINZ26): balanço da Vale e fiscal podem ampliar volatilidade

Os contratos de mini-índice (WINZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (29/10) em queda de 1,24%, aos 171.050 pontos. Os contratos de mini-índice deverão refletir a quarta queda consecutiva do Ibovespa, que recuou 1,06%, aos 169.186,42 pontos, menor nível desde 20 de agosto. A incerteza sobre a política fiscal, a alta dos juros futuros e o avanço do dólar mantiveram a aversão ao risco, com Vale (VALE3), bancos, Ambev (ABEV3), Petrobras (PETR3; PETR4) e varejistas entre as principais pressões. No exterior, Wall Street caiu diante do PCE ainda elevado, do PIB norte-americano acima do esperado e das preocupações com os investimentos das grandes empresas de tecnologia.

Para os traders de mini-índice, o foco estará na taxa de desemprego do Brasil, no balanço da Vale e em possíveis sinalizações fiscais do governo. A reação dos juros futuros e de setores como bancos e varejo, além do desempenho de Petrobras e Vale, deverá indicar se o contrato prolonga a pressão vendedora ou encontra espaço para estabilização. Os dados europeus e a menor liquidez na véspera do feriado também poderão ampliar a volatilidade.

Análise do gráfico de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, observo que o WINZ26 encerrou a última sessão no campo negativo e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém a pressão vendedora no curto prazo e reforça o risco de continuidade das perdas.

Para que o mini-índice prolongue o movimento de baixa, será necessária a perda da faixa de 170.775/170.250 pontos. O rompimento desse intervalo poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o contrato em direção a 166.790/166.025 pontos. Em uma queda mais extensa, o alvo ficará na região de 165.465/165.225 pontos.

Para iniciar uma recuperação, o ativo precisará superar inicialmente a resistência em 171.700/172.455 pontos. Acima dessa faixa, vejo espaço para um avanço em direção a 173.455/174.235 pontos. O objetivo mais longo desse movimento está em 176.640/177.710 pontos.

No gráfico diário, vejo o mini-índice ampliar a sequência de baixas e permanecer submetido a um forte fluxo vendedor. O contrato negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento expressivo dessas referências.

A estrutura segue predominantemente negativa e ainda não apresenta um sinal técnico claro de reversão. Para construir uma recuperação mais consistente, será necessária uma forte entrada de fluxo comprador, acompanhada da superação das resistências em 178.700/181.185/186.275 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos estarão em 198.215/205.865 pontos.

Para dar continuidade ao movimento de baixa, acompanho os suportes em 166.790/162.145 pontos. A perda dessa faixa poderá abrir caminho para novas quedas em direção a 156.720/150.485 pontos.

O IFR de 14 períodos recuou para 27,01 e permanece na região de sobrevenda. Na minha avaliação, o indicador confirma a intensidade do movimento vendedor e aumenta a possibilidade de repiques técnicos. Essa condição, porém, ainda não representa confirmação de fundo ou reversão da tendência.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

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WINZ26: Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice também encerrou a sessão em baixa e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém o viés negativo e deixa os vendedores em vantagem no curto prazo.

Para retomar o fluxo comprador, o WINZ26 precisará superar, com volume, a resistência em 174.235/178.700 pontos. Confirmado o rompimento, os próximos objetivos estarão em 181.185/182.490 pontos e, em um movimento mais amplo, em 183.270/185.185 pontos.

No cenário de continuidade da baixa, acompanho os suportes em 170.775/166.790 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o contrato até 166.020/165.390 pontos. Se o movimento se aprofundar, os alvos mais longos estarão na região de 165.390/164.020 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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