O principal índice acionário do mercado brasileiro encerrou a última sessão com desvalorização de 1,06%, aos 169.186 pontos, marcando a sua quarta queda consecutiva. Ao longo do dia anterior, a pontuação flutuou entre o piso de 168.765 pontos e o teto de 171.402 pontos, consolidando o encerramento abaixo da barreira psicológica dos 170.000 pontos e intensificando o processo de correção iniciado após o rompimento da consolidação pós-eleitoral, distante da máxima histórica registrada em 209.713 pontos.
Cenário técnico do Ibovespa e projeções
A configuração gráfica diária aponta para a manutenção da tendência de baixa, visto que a cotação segue bastante afastada e posicionada abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Por outro lado, o Índice de Força Relativa (IFR de 14 períodos) recuou para 26,12 pontos, entrando em zona de sobrevenda. Essa condição técnica pode viabilizar repiques pontuais de curto prazo, embora ainda não represente a formação de um fundo sólido ou reversão estrutural da tendência.
Para o índice retomar um fluxo comprador consistente, será fundamental ultrapassar a faixa de resistência entre 181.400 e 189.487 pontos. Rompendo essa barreira, as atenções se voltam para os patamares de 203.050 pontos e o topo histórico em 209.713 pontos. Já pela ótica vendedora, o primeiro suporte a ser monitorado está em 168.765 pontos. Caso seja perfurado, o movimento corretivo poderá se estender para 164.835 pontos e, em escala mais ampla, até 157.120 pontos.
Na periodicidade de 60 minutos, a trajetória descendente permanece ditada pelo posicionamento abaixo das médias curtas de 9 e 21 períodos. As resistências intradiárias figuram em 171.800 pontos e no intervalo de 178.530 a 181.565 pontos, com metas superiores em 189.487/195.305 e 199.354/203.050 pontos. Se a pressão vendedora quebrar os 168.765 pontos, abrem-se caminhos para retrações em 167.530/166.210 pontos e 164.835/163.570 pontos.
Mini-índice sob domínio da pressão vendedora
Os contratos futuros de mini-índice com vencimento em dezembro (WINZ26) acompanharam o pessimismo da última sessão e registraram baixa de 1,24%, aos 171.050 pontos. Tanto no gráfico de 15 quanto no de 60 minutos, o derivativo mantém sua estrutura negativa, operando aquém das médias de 9 e 21 períodos.
Para o próximo pregão, os pontos de suporte imediato situam-se em 170.775 e 170.250 pontos. O rompimento dessa barreira deve aprofundar as quedas recentes. Por sua vez, a retomada de qualquer fôlego comprador exigirá a superação da faixa de resistência entre 171.700 e 172.455 pontos.
Minidólar e rolagem de contratos
O minidólar futuro fechou a sessão anterior em alta de 0,71%, cotado a 5.386,5 pontos no contrato de novembro (WDOX26). A sexta-feira marca o vencimento dessa série, transferindo o foco de liquidez e volume financeiro para os contratos com vencimento em dezembro (WDOZ26).
Apesar da recuperação recente, o ativo perdeu fôlego nas horas finais e cruzou abaixo das médias móveis curtas no tempo de 15 minutos. No gráfico diário, a formação de um candle do tipo spinning top sinaliza indecisão entre os operadores, ainda que permaneça acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. Os suportes cruciais estão estabelecidos entre 5.374 e 5.345,5 pontos, enquanto os obstáculos imediatos para nova valorização se posicionam em 5.397 e 5.431,5 pontos.
Futuro de Bitcoin testa suportes decisivos
O contrato futuro de Bitcoin (BITV26) caiu 2,47% na última sessão, fechando a 424.120 pontos em dia que antecede sua rolagem para o contrato de novembro (BITX26). O recuo interrompeu a sequência positiva recente e conduziu os preços a uma região determinante sobre as médias móveis no gráfico diário.
Com o IFR (14) estacionado em posição neutra a 51,88 pontos, o equilíbrio técnico ainda predomina. Uma quebra do suporte entre 420.680 e 398.710 pontos poderá acelerar baixas em direção a 393.780/388.590 pontos e, eventualmente, 373.975/356.060 pontos. Por outro lado, para retomar o viés altista, o ativo precisará vencer as resistências de 437.260 a 462.845 pontos, liberando espaço para avanços futuros até 478.370/520.515 pontos e alvos estendidos em 590.020/646.935 pontos.
Com vencimentos concomitantes de contratos futuros e o índice à vista pressionado, o pregão tende a exigir cautela redobrada dos investidores diante da possibilidade de volatilidade ampliada nas primeiras horas de negociação.








