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Ibovespa a 159 mil pontos? Analista aponta até onde bolsa pode cair

Após semana histórica de perdas e rompimento de suportes, mercado brasileiro monitora novos patamares de baixa e sinais de reversão.

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Bolsa a 159 mil pontos? Trader projeta até onde pode cair o Ibovespa

O mercado acionário brasileiro fechou uma semana histórica de fortes quedas e já mira novos patamares na análise técnica, com o índice oscilando perto dos 168 mil pontos após romper importantes referências gráficas.

Análise técnica e o padrão de alargamento O encerramento do pregão nesta sexta-feira (30) ocorreu aos 167.906 pontos, acumulando um tombo semanal de 18,13% e registrando cinco sessões consecutivas de baixa. A pressão vendedora ganhou força extrema após o segundo turno das eleições, período em que a bolsa chegou a acionar o circuit breaker na segunda-feira (26) ao despencar 13,88%. Com a correção acentuada e a quebra de parâmetros anteriores ao pleito, o foco do mercado recai sobre os próximos níveis de sustentação.

Segundo Aliakyn Pereira, analista técnico da Clear, a dinâmica recente sugere a formação gráfica de um padrão de alargamento. Essa configuração se destaca pela ampliação nas oscilações entre topos e fundos, gerando alta volatilidade e potenciais rompimentos falsos de patamares cruciais.

“Muitas vezes o mercado busca a extremidade, parece que rompeu aquele ponto, e muitas vezes acaba fazendo um movimento oposto na sequência”, explica Pereira.

Projeções de suporte e a faixa entre 164.800 e 159.000 pontos A primeira zona de atenção relevante situa-se próxima aos 164.800 pontos, patamar que funcionou anteriormente como base para uma repique do indicador. Esse limite se estende até a marca de 159.000 pontos, desenhando uma área onde o especialista aguarda forte embate entre compradores e vendedores.

“Então a minha expectativa é de que a região dos 164 mil e 800 até os 159 mil sirva como um suporte muito forte no curtíssimo prazo”, afirma o analista.

Apesar da relevância da faixa, atingir esse patamar não garante o surgimento imediato de um fundo de mercado. Para validar uma retomada positiva, o índice precisará demonstrar sinais claros de enfraquecimento na pressão vendedora por meio de figuras de reversão, como o martelo ou o engolfo de alta.

“Então é uma região que eu colocaria muita ênfase e esperaria muita briga do mercado com um potencial falha”, ressalta Pereira.

Riscos de quedas ainda mais profundas Caso o indicador falhe em demonstrar reação e confirme a perda inicial, a projeção técnica aponta para correções ainda mais intensas, direcionando o foco para os 145.500 pontos, patamar alinhado à média móvel de 200 períodos no gráfico semanal. A eventual superação negativa deste patamar abriria espaço para novos testes nos suportes situados em 131.300 pontos e, posteriormente, em 117.800 pontos.

Perspectivas para o investidor A amplitude do movimento recente mantém aberta a possibilidade de uma reação compradora, especialmente se ocorrer uma falha no rompimento da extremidade inferior do canal de alargamento. O monitoramento rigoroso desses patamares é visto como essencial para identificar eventuais mudanças no comportamento dos preços.

“Então cabe ao investidor mapear muito bem essa região e usar dela como uma região de potencial mudança de comportamento”, conclui Pereira.

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