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Ações da Usiminas desabam 8,6% após balanço fraco do 3T26

Papéis lideraram as perdas do Ibovespa nesta sexta-feira com projeções pessimistas para o final do ano.

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Usiminas (USIM5) desaba 8,6% após balanço fraco e perspectivas negativas para 4T26

As ações da Usiminas (USIM5) registraram uma queda expressiva de 8,59% nesta sexta-feira (30), cotadas a R$ 5,00, liderando as baixas do Ibovespa em um pregão desfavorável. O tombo foi motivado pela divulgação de balanços financeiros abaixo das expectativas do mercado referentes ao terceiro trimestre de 2026 (3T26), acompanhados de projeções pessimistas para o quarto trimestre.

Visão das corretoras sobre o 3T26

A XP Investimentos classificou o desempenho trimestral como fraco, apontando que o Ebitda da divisão de aço ficou aquém das estimativas e da própria projeção da administração, considerada conservadora. Segundo a instituição, a inflação de custos anulou os ganhos com o maior volume de vendas, elevando o Custo dos Produtos Vendidos por tonelada (CPV/t) e comprimindo as margens.

O Bradesco BBI corroborou a análise, ressaltando que os números refletem um cenário cauteloso para 2027 devido à baixa visibilidade de melhora nos fundamentos do setor siderúrgico. Para o banco, a divisão de aço decepcionou porque os preços realizados caíram mesmo com os reajustes anteriores e um mix de vendas melhor, sugerindo a prática de descontos no período.

Impacto nos custos e na mineração

O JPMorgan apontou o segmento siderúrgico como o principal vilão do período, registrando Ebitda de R$ 538 milhões — 18% abaixo do projetado. O desvio decorreu da alta de 3,3% nos custos operacionais frente ao trimestre anterior, impulsionados por despesas maiores com coque, placas de aço e pelo impacto da desvalorização do real.

Na frente de mineração, o Ebitda ficou em R$ 19 milhões. O resultado refletiu a queda de 7,3% nos preços realizados, o encarecimento do frete e a retração de 18,4% no volume de vendas da commodity.

Projeções e recomendações

Para o encerramento de 2026 e o ano de 2027, a XP manteve cautela, citando que juros elevados e a conjuntura interna desafiadora devem continuar limitando a demanda pelo aço, enquanto o cenário externo pressiona o segmento de mineração. O Morgan Stanley acrescenta que as projeções da empresa para o quarto trimestre devem motivar cortes nas estimativas do mercado, com custos ainda pressionados por energia, insumos e matérias-primas.

Apesar do pessomismo de curto prazo, as recomendações das instituições financeiras divergem. Enquanto Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley adotaram postura neutra com preços-alvo de R$ 8,50, R$ 8,00 e R$ 8,80, respectivamente, o JPMorgan manteve recomendação de compra, estipulando preço-alvo em R$ 10,50.

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