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Festival de cinema francês chega à 17ª edição em 50 cidades brasileiras

Evento exibe 21 produções e promove laboratório de roteiro para fortalecer a parceria audiovisual entre Brasil e França.

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Na 17ª edição, Festival de Cinema Francês forma olhares no Brasil

Completando 17 edições de história no país, o Festival de Cinema Francês inicia sua programação nesta quinta-feira (29) com exibições em mais de 50 municípios brasileiros. O evento, que segue em cartaz até 11 de novembro, já acumulou um público de aproximadamente 2,5 milhões de espectadores ao longo de sua trajetória, consolidando-se como a principal vitrine da cinematografia da França no território nacional.

Diversidade de gêneros na programação

Nesta edição, as obras ocupam cerca de 100 salas de cinema, apresentando uma seleção que abrange comédias, dramas, animações, documentários e suspenses políticos. A curadora Emmanuelle Boudier, residente no Brasil há 22 anos, aponta que a iniciativa busca oferecer contrapontos à hegemonia de produções norte-americanas nas bilheterias, estimulando o pensamento crítico dos espectadores por meio da diversidade cultural.

“O cinema faz com que a gente abra a mente para coisas que não conhecemos.”

Entre os destaques da seleção está o longa histórico De Gaulle: A França Livre, dirigido por Antonin Baudry, que aborda a resistência liderada pelo general Charles de Gaulle em 1940. A curadora destaca a relevância atual do enredo:

“É uma mensagem de que nunca devemos desistir dos nossos ideais, da nossa liberdade, da democracia.”

Destaques do cinema político e comédias de sucesso

A agenda também traz o suspense político Júpiter, dirigido por Alexandre Smia. A obra, exibida fora de competição no Festival de Veneza de 2026, retrata um presidente recém-eleito lidando com uma crise internacional iminente. O filme terá exibição no Brasil antes mesmo do lançamento comercial em solo francês, agendado para 18 de novembro.

No segmento de humor, o público poderá conferir o romance O Beijo Elétrico (La Vénus électrique), de Pierre Salvadori, ambientado na Paris de 1928 e responsável por abrir o Festival de Cannes de 2026. Outra aposta cômica é Bem-vindos à La Comédie-Française, de Martin Darondeau e Bertrand Usclat, que atraiu mais de 900 mil espectadores na Europa e conquistou quatro troféus no Festival Internacional de Cinema de Comédia de l’Alpe d’Huez.

Suspenses e intercâmbio audiovisual

O gênero de suspense marca presença com O Fantasma da Ópera (Le Fantôme de l’Opéra), de Alexandre Castagnetti, situado no Palais Garnier. A grade também inclui o premiado curta-metragem Duas Pessoas Trocando Saliva (Deux personnes échangeant de la salive), de Natalie Musteata e Alexandre Singh, vencedor do Oscar de 2026 na categoria de live-action.

Além da exibição de filmes, o festival fomenta a cooperação entre as indústrias cinematográficas dos dois países por meio de um laboratório de escrita de roteiros. Nesta edição, a iniciativa registrou mais de 150 inscrições e selecionou 15 projetos para mentorias e intercâmbios profissionais.

Para Emmanuelle Boudier, que construiu sua trajetória pessoal e profissional no Rio de Janeiro, o trânsito entre diferentes realidades moldou sua identidade.

“Às vezes me sinto muito carioca e também muito parisiense.”

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